O dia já estava claro quando a Império da Casa Verde, última escola do Grupo Especial de São Paulo, entrou no Sambódromo do Anhembi. Com enredo Samba, Sabor, Cerveja, a escola da Zona Norte contou a história da bebida, do cultivo no Egito até o consumo nos dias atuais.
No começo do desfile, o vice-presidente da agremiação, Junior Marques, lembrou as dificuldades que a escola enfrentou este ano para chegar na avenida. “Sofremos com a chuva, mas conseguimos, fizemos tudo de novo para vocês”, disse o dirigente, ao se referir às duas enchentes que danificaram as alegorias da escola.
Na avenida, a escola não decepcionou o público, que ficou até o final. A bateria ousou com suas paradinhas e algumas alas vieram coreografadas. O samba-enredo da escola não esqueceu de mencionar a cervejaria que patrocinou seu carnaval: “Em cada nova esquina, um cervejão”, dizia a letra que embalava os ritmistas.
O quinto e último carro da escola homenageava a Camisa Verde e Branco, escola madrinha da Império da Casa Verde, que há duas décadas venceu o carnaval paulista defendendo o mesmo tema. No final do desfile, já na dispersão, a última ala da escola soltou balões com o símbolo de trevo de quatro folhas que trouxe durante todo o desfile.