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Brasil

Carnaval 2011: Império encerra desfile do Grupo Especial

Arquivo Geral

06/03/2011 6h31

A Império de Casa Verde, última escola do Grupo Especial de São Paulo a desfilar hoje no sambódromo do Anhembi, conta a história da cerveja. Segundo o vice-presidente da escola, Júnior Marques, não é a primeira que a agremiação fecha o carnaval paulistano. “Já é a quinta vez que a gente encerra a festa”.

O principal destaque da escola é a rainha da bateria, Gracyanne Barbosa, mulher do cantor Belo. A modelo está na avenida com uma fantasia banhada a ouro. Embora faça uma preparação especial para o carnaval, ela admitiu que gosta de cerveja. “De vez em quando eu tomo uma cervejinha”, confessou Gracyanne. O cantor Belo foi convidado para participar do desfile, mas não compareceu na avenida porque tinha um show na Bahia. “Belo está vendo pela televisão e pediu para que eu mandasse um beijinho”, conta a rainha da bateria.

A Império de Casa Verde celebra o samba com uma paixão nacional. Além disso, comemora os 20 anos do sambódromo do Anhembi com uma homenagem à sua madrinha e uma das campeãs do carnaval paulistano em 1991, a Camisa Verde e Branco, cujo enredo na ocasião tratou do mesmo tema. O enredo da Império é “Samba, Sabor, Cerveja. Admirada há milênios, a mais nova sensação nacional”.

Segundo o carnavalesco Marco Aurélio Ruffin, a escola vai conta a história da bebida, a partir da produção e consumo no Egito antigo. A agremiação apresenta também a chegada da bebida ao Brasil, desde Maurício de Nassau, holandês que “trouxe a planta e utensílios, além da forma de fazer cerveja para montar no Recife a primeira fábrica”. A Schincariol é patrocinadora oficial da escola.

A Império de Casa Verde entra no Anhembi com 3.800 componentes, em 5 carros e 38 alas.

Confira o samba-enredo da Império de Casa Verde:

Dádiva dos deuses

Embriagado de alegria vou contar

Uma lenda diz que pra ser feliz

No Egito foi preciso cultivar

Grande paixão, perpetuando as celebrações

Espalhou-se pelo mundo, ganhando forma e teor

Na mitologia sagrada se tornou

É ripa na chulipa meu amor

De gole em gole uma alucinação

Sabor de magia na imaginação

Na caça às bruxas, balançou mas não caiu

Se modernizou, evoluiu

Atravessou o imenso mar foi Cauim louvou Jaci

O “Seo” Nassau aqui chegou

Até o Dom João bebericou

Propagou, o delirante ouro líquido

Com o alemão a bebedeira foi geral

Pro povão seja loira ou morena

Preferência nacional

No meu Brasil fez história, é quem faz a festa rolar

Na mesa de bar, em qualquer lugar

Garçom desce a cerva eu quero brindar

A ti Madrinha Querida, trevo da inspiração

Em cada nova esquina um cervejão

Vai clarear!!! Vem meu Império

A Caçula do Samba pede a saideira

A mais nova sensação

Faz do meu Tigre Campeão

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