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Brasil

Carnaval 2011: Casa Verde traz ‘samba, sabor e cerveja’

Arquivo Geral

23/02/2011 13h45

A Império de Casa Verde celebra o samba com uma paixão nacional, a cerveja. Além disso, irá comemorar os 20 anos do sambódromo do Anhembi com uma homenagem à sua madrinha e uma das campeãs do carnaval paulistano em 1991, a Camisa Verde e Branco, cujo enredo na ocasião tratou do mesmo tema. O enredo da Império é “Samba, Sabor, Cerveja. Admirada há milênios, a mais nova sensação nacional”.

Segundo o carnavalesco Marco Aurélio Ruffin, a escola vai contar a história da bebida, a partir da produção e consumo no Egito antigo. “Na abertura do desfile, falamos do Egito, por ter sido a civilização que mais contemplou a cerveja, conforme relatos e manuscritos. Naquela época, o sabor da bebida se devia à qualidade da água”, afirma. Os integrantes da bateria irão desfilar de faraó Ramsés, um apreciador, de acordo com Ruffin.

A agremiação apresentará a chegada da bebida ao Brasil, desde Maurício de Nassau, holandês que “trouxe a planta e utensílios, além da forma de fazer cerveja para montar no Recife a primeira fábrica”. Na sequência, virão os imigrantes europeus, entre eles os alemães, e as mudanças que deram à cerveja outro sabor. “Foi descoberta a que mais se encaixava no nosso gosto, que é a menos encorpada, enquanto as mais encorpadas eram muito fortes para um País muito quente”, opina Ruffin.

No último setor, estarão presentes a boemia e o consumo em bares, restaurantes e momentos de lazer em geral. Entre os efeitos, Ruffin destaca o uso de água, simulando a cerveja, em um dos carros alegóricos. E ressalta a presença de mulheres, já que, segundo ele, estão ligadas intimamente à bebida. Uma delas é a rainha de bateria, Gracyanne Barbosa. A Império de Casa Verde entrará no Anhembi com 3.800 componentes, em 5 carros e 38 alas. A Schincariol é patrocinadora oficial da escola.

Confira o samba-enredo da Império de Casa Verde:

Dádiva dos deuses

Embriagado de alegria vou contar

Uma lenda diz que pra ser feliz

No Egito foi preciso cultivar

Grande paixão, perpetuando as celebrações

Espalhou-se pelo mundo, ganhando forma e teor

Na mitologia sagrada se tornou

É ripa na chulipa meu amor

De gole em gole uma alucinação

Sabor de magia na imaginação

Na caça às bruxas, balançou mas não caiu

Se modernizou, evoluiu

Atravessou o imenso mar foi Cauim louvou Jaci

O “Seo” Nassau aqui chegou

Até o Dom João bebericou

Propagou, o delirante ouro líquido

Com o alemão a bebedeira foi geral

Pro povão seja loira ou morena

Preferência nacional

No meu Brasil fez história, é quem faz a festa rolar

Na mesa de bar, em qualquer lugar

Garçom desce a cerva eu quero brindar

A ti Madrinha Querida, trevo da inspiração

Em cada nova esquina um cervejão

Vai clarear!!! Vem meu Império

A Caçula do Samba pede a saideira

A mais nova sensação

Faz do meu Tigre Campeão

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