Último colocado nesta sexta-feira de treinos livres na Coreia do Sul, o brasileiro Bruno Senna, que defende a equipe Hispania, sofreu com o rompimento da suspensão traseira esquerda de seu carro, que acabou provocando ainda a quebra do diferencial. No momento, o piloto atingia a casa dos 265 km/h e lamenta o mau desempenho, mesmo escapando de um acidente mais grave em Yeongam.
Apesar das rodadas e do enorme susto, Bruno conseguiu evitar um forte choque após o problema mecânico. Além do prejuízo material para a equipe, o brasileiro contabilizou a perda de precioso tempo de adaptação a uma pista estreante na temporada 2010 da Fórmula 1.
“Achei que nem conseguiria voltar ao carro, mas a equipe trabalhou com rapidez e conseguiu deixá-lo pronto no finalzinho da segunda sessão. Só deu para uma volta, mas valeu o esforço dos mecânicos”, elogiou Bruno. “Para mim, o mais complicado é ainda não ter a manha das curvas, que ainda não estão totalmente na minha cabeça”, explicou Bruno.
Pela manhã, antes de enfrentar o problema mecânico, Bruno ainda pôde completar 15 voltas. Se o curto período no traçado de pouco mais de 5.6 quilômetros foi insuficiente para uma avaliação mais fiel do nível de aderência, serviu ao menos para expor os pontos onde seu carro deverá encontrar maiores dificuldades.
“O segundo e o terceiro setores são os que pedem mais pressão aerodinâmica, a maior deficiência do nosso carro. Deu para sentir também que não há grip fora do traçado. Por isso, a corrida poderá ser bem interessante”, projetou o brasileiro.
A comparação dos dois tipos de pneus levados pela Bridgestone para a antepenúltima etapa da temporada ficou mesmo para o sábado. “A pista ainda vai mudar muito à medida que fique emborrachada. Achei que os pneus estão granulando um pouco. Essa combinação nova, com asfalto muito químico, ainda não permite fazer previsões sobre o desgaste”, concluiu Bruno.