Foi uma corrida difícil, mas Bruno Senna sobreviveu. Palavras do próprio piloto, que cruzou a linha de chegada em 14º no circuito de Yeongam, no GP da Coreia do Sul, vencido pelo novo líder do Mundial, Fernando Alonso. Com o melhor resultado da carreira, Senna comemorou a conquista, exaltada pelo superação na pista molhada.
“Sobrevivi na corrida, mas não tinha muito que fazer. Foi muito difícil porque optamos por trocar os pneus de chuva extrema pelos intermediários ainda no começo e fomos com esse jogo até à bandeirada. Tive de tomar muito cuidado para poupar os pneus dianteiros, porque os traseiros desgastaram rapidamente”, explicou o piloto da Hispania.
A largada foi atrasada por conta da chuva forte e logo foi interrompida por falta de condições. Quando recomeçou, o safety car se manteve à frente do pelotão por 17 voltas. “Não dava para enxergar nada na primeira parte da prova. Depois, até que melhorou. O problema é que o barro deixado no asfalto pelos carros que escapavam da pista respingou na viseira e secou. E no final já estava escuro demais”, relatou.
Durante a corrida, o brasileiro ainda esteve envolvido em um pequeno incidente com Jarno Trulli, da Lotus, que, analisado mais cuidadosamente pelos comissários da prova, foi desconsiderado. “Ele não estava em posição de ultrapassar e mergulhou para cima de mim. Acho que faltou paciência para ele”, analisou o piloto da Hispania, que vê com bons olhos o resultado na Coreia. “Os dois carros terminaram uma prova muito dura. Foi difícil, mas foi bom”, concluiu.