Precisando da vitória contra a Rússia nesta sexta-feira a todo custo para se manter vivo na Liga Mundial, os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei garantem que vão fazer de tudo para manter o sonho de conquistar o sétimo título da disputa ainda em 2007. A partida começa ao meio-dia (horário de Brasília).
Como motivação, os atletas lembram que passaram por situação semelhante em 2006, quando perderam justamente da Bulgária no primeiro jogo da fase final, mas se recuperaram e ficaram com a taça. “Estamos acostumados com a mesma situação. No Campeonato Mundial também tivemos uma derrota e nos superamos. Sabemos jogar nessa situação”, afirmou o meio-de-rede Gustavo.
Para ele, o Brasil cresce nas decisões. “Crescemos nos momentos decisivos. Sabemos que é tudo ou nada. Se perdermos, voltaremos para casa e, aqui, ninguém quer voltar para casa mais cedo”, afirmou.
Sobre o adversário, Gustavo faz uma comparação com a Bulgária. “A Rússia tem um jogo muito parecido com a Bulgária. Eles têm um saque forte e um bloqueio muito bom. Precisamos diminuir os nossos erros de ataque para conseguirmos sair com a vitória. Acredito que perdemos a primeira partida devido a esses detalhes”, concluiu.
Para o oposto Anderson, porém, a situação do Brasil é mais complicada do que em 2006. “No ano passado perdemos o primeiro jogo, mas tínhamos mais uma partida para recuperarmos. Em 2007, a nossa situação é teoricamente mais difícil. No entanto, temos que focar na vitória. Foi um balde de água fria perder, mas vamos em frente”, afirmou.
Para o atacante, a equipe brasileira precisa corrigir alguns erros que cometeu no jogo contra os búlgaros. “Não jogamos mal. Erramos mais que os búlgaros e acabamos perdendo. No vôlei é assim. Quem erra mais, perde. Para enfrentar os russos, que têm o mesmo estilo de jogo, temos que corrigir isso. O padrão de jogo deles é o mesmo”, avaliou.
Já o ponteiro Dante sabe qual é o caminho que o Brasil deve seguir contra a Rússia. “Assim como os búlgaros, os russos se aproveitam da altura. Temos de manter a distância e não enfrentar o bloqueio deles. Com velocidade, conseguiremos impôr nosso jogo. Eles ainda têm dificuldades em defender bolas rápidas e essa pode ser uma arma para nós”, apontou.