O Brasil obteve no ano passado o quarto maior progresso nas qualificações obtidas por seus estudantes em matemática, discount se comparado a 2003, segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa 2006), publicado hoje, que analisa o rendimento de alunos de 15 anos em 57 países.
Superado neste quesito apenas por Indonésia, México e Grécia, o país, no entanto, não obteve resultados expressivos nas demais categorias do estudo, que analisa conhecimentos científicos, lingüísticos e matemáticos.
Dos 57 países avaliados, trinta fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Na avaliação das capacidades científicas, o Brasil obteve 390 pontos, à frente apenas da Colômbia (388) entre os países sul-americanos que participaram do Pisa. O melhor sul-americano é o Chile, com 438 pontos, seguido por Uruguai (428) e Argentina (391).
A líder geral é a Finlândia, que obteve 563 pontos, muito à frente de Hong Kong (542), segundo colocado, seguido por Canadá (534), Taiwan (532), Estônia e Japão (531). A qualificação média entre os países da OCDE foi de 500 pontos.
Abaixo dessa pontuação aparecem países como Estados Unidos (489), Espanha (488), Noruega (487), Itália (475) e, bem abaixo, fechando a lista da OCDE, Turquia (424) e México (410).
Na avaliação das capacidades de leitura, o Brasil obteve 393 pontos e aparece à frente de Colômbia (385) e Argentina (374). No entanto, é superado por Chile (442) e Uruguai (413), entre os sul-americanos.
A Coréia do Sul lidera a avaliação, com 556 pontos. A Finlândia vem logo atrás, com 547, seguida por Hong Kong (536), Canadá (527), Nova Zelândia (521), Irlanda e Austrália (517).
Abaixo da média da OCDE, de 492 pontos, estão, entre outros, Itália (469), Espanha (461), Turquia (447) e México (410).
Em conhecimentos de matemática, o Brasil é o pior entre os sul-americanos, com 370 pontos, ao lado da Colômbia. O Uruguai tem o melhor resultado (427), seguido por Chile (411) e Argentina (381).
Taiwan lidera o ranking, com 549 pontos, um a menos que a Finlândia, que novamente aparece na segunda posição, com 548. Hong Kong e Coréia do Sul vêm em terceiro, com 547 pontos.
Abaixo da média da OCDE, de 492 pontos, aparecem países como Espanha (480 pontos), Estados Unidos (474), Itália (462), Grécia (459), Turquia (424) e México (406).
A prova de conhecimentos científicos englobou questões referentes a cultivos transgênicos, telas solares, roupas “inteligentes”, questões de geologia, história das vacinas, exercícios físicos, chuva ácida e efeito estufa.
A OCDE afirma que apenas 9% dos estudantes de 15 anos de seus Estados-membros submetidos à prova têm um nível que os permite identificar, explicar e aplicar o conhecimento científico às situações do cotidiano, embora a percentagem varie muito de um país para outro.