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Brasil registra maior número de horas para pagamento de impostos no mundo

Arquivo Geral

23/11/2007 0h00

As empresas brasileiras são as que mais demoram para calcular o pagamento de seus impostos no mundo, find com uma média de 2.600 horas no ano, for sale situação que se traduz em perdas financeiras, about it revelou hoje um estudo divulgado em São Paulo.

A consultoria PriceWaterhouse e o Banco Mundial (BM) realizaram um estudo em 178 países. O Brasil, com a última posição da lista, ocupou o primeiro lugar em burocracia de cobrança tributária.

No penúltimo lugar apareceu a Turquia, com 2.085 horas e no antepenúltimo ficou Camarões, com 1.400 horas. Entre 1.000 e 1.400 horas estão Belarus, Armênia, Nigéria, Bolívia e Vietnã.

No cálculo, uma pequena empresa de 60 empregados requer também dois profissionais dedicadas só ao cálculo pagamento de impostos.

Os responsáveis pelo estudo recomendaram, além de uma reforma tributária, medidas administrativas “desburocratizantes” e perder “o apego à tramitação de papéis”.

Entre as economias emergentes, as empresas da China gastam 872 horas para pagar impostos, as da Rússia levam 448 horas e as da Índia levam 271 horas.

As economias desenvolvidas lideram a lista, com eficácia de 105 horas investidas pelas empresas do Reino Unido, 196 horas das na Alemanha e 325 horas das nos EUA.

O estudo destacou o avanço em matéria de modernização da arrecadação tributária em 30 países.

A quantidade de formulários, inclusive de impostos isentos, e certificados, alguns com demoras para entrega por órgãos oficiais, foram os principais problemas detectados pelo estudo no caso brasileiro.

A complexidade do sistema tributário gera maiores despesas para as empresas e incita à sonegação fiscal e à fraude, diz o estudo.

Das 2.600 horas gastas para cumprir as obrigações tributárias no Brasil, 932 são para pagamentos do imposto de valor agregado, 732 para contribuições da previdência social e 421 para a declaração de imposto de renda.

No ranking de “carga tributária” (69% do lucro dedicado a impostos), o Brasil ocupou o 158º lugar entre os 178 países.

Mas, de maneira contraditória à “tramitomania”, o Brasil ocupa o 24º lugar na classificação de menor número de impostos, acima de muitas nações desenvolvidas.

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