O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Alexandre Rosa, disse nesta sexta-feira (5), que o Brasil irá receber US$ 31 milhões de dividendo da CAF – Corporacion Andina de Fomento ao final da apuração do balanço anual do organismo. Segundo Rosa, o Brasil foi o país não andino que mais recebeu recursos da instituição, além de ser o maior beneficiário em licitações para compra de bens e serviços.
O Secretário, que participa da 137a. reunião da CAF, a ser realizada na próxima segunda-feira, 8, na sede em Caracas, que está na pauta de discussões a distribuição de lucros líquidos, de cerca de US$ 234 milhões para os fundos de reserva administrados pela CAF, assim como a divisão entre os países acionistas de dividendos de mais de 35 mil ações no valor aproximado de US$ 503 milhões.
Outro objetivo do encontro na capital venezuelana é a análise da versão preliminar do relatório sobre a gestão em 2009, que traz apanhado de um período marcado por crise econômica mundial. “Como outros organismos internacionais, para enfrentar a crise e o consequente aumento no aumento na demanda por empréstimos, a CAF optou pela recomposição por meio da subscrição de capital”, explica Alexandre Rosa.
Também será a apresentação do relatório de auditoria externa, com o balanço financeiro da instituição e avaliadas propostas de aprovação de projetos em benefícios de alguns dos países-membro.
Em 2009, o Brasil se tornou membro-pleno da CAF, que, como destaca Alexandre Rosa, é atualmente a terceira maior fonte de financiamento multilateral do País, depois do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (Bird). “A CAF se consolidou como verdadeira instituição latino-americana e vetor de integração na região”, afirma.
A CAF é formada por 18 paises (os andinos Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, e os extra-regionais Brasil, Argentina, Costa Rica, Chile, Espanha, Portugal, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai), além de 14 bancos privados da região.