Menu
Brasil

Brasil e Portugal fecham parceria para doutorado

Arquivo Geral

13/08/2009 0h00

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) assinou nesta quarta-feira, 12 de agosto, um termo de cooperação técnica com a Universidade de Coimbra para o intercâmbio de pesquisadores. Serão oferecidas 20 bolsas de doutorado, 10 para cada país, na modalidade sanduíche, para as áreas de Direito, Neurociências, Biologia Celular e Molecular. O edital para seleção deve sair no próximo mês e as bolsas terão duração de seis meses a um ano.


“O Brasil já percebe as universidades como polos científicos e culturais. O desafio é aproximar as instituições de ensino para uma discussão conjunta sobre os novos caminhos e perspectivas”, aponta o reitor da Universidade de Coimbra, Fernando Seabra Santos. Ele destaca que, depois da investigação científica e da inovação, a próxima missão das universidades é a internacionalização: “Não é só formar e produzir conhecimento científico, é preciso participar do caminho trilhado pela globalização.”


A Universidade de Coimbra é a mais antiga de Portugal. Criada em 1290, a instituição é o berço do modelo educacional adotado pelo Brasil. “A iniciativa reestabelece as pontes de cooperação entre Brasil e Portugal nas esferas científicas e tecnológicas. Hoje, os objetivos são comuns. A sociedade do conhecimento vai garantir o crescimento e o desenvolvimento econômico das regiões”, avalia o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago.


O acordo foi firmado por meio do Grupo de Coimbra de Universidades Brasileiras, composto por 50 instituições de ensino: 37 federais, sete comunitárias e seis estaduais, que concentram 98% dos programas de pós-graduação do país. “Existe um compromisso de integração para atividades de cooperação, tecnologia e inovação. Nosso objetivo é organizar seminários, estimular a cooperação entre editoras universitárias e oferecer bolsas de estudo”, afirmou o presidente da Associação Grupo de Coimbra  de Universidades Brasileiras, Naomar de Almeida Filho.


Para a vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ana Dayse Dórea, as universidades precisam incentivar a troca na geração de conhecimento e nos trabalhos de extensão. “É um momento ímpar em que se abrem novas possibilidades para se discutir a globalização e o ensino universitário”, disse.


Na análise do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Carlos Alexandre Netto, as iniciativas, que antes eram pessoais e dependiam do esforço dos pesquisadores, agora englobam projetos comuns e possibilitam intercâmbios. “Trabalhar em parceria com grupos de pesquisa é a melhor forma de crescimento institucional. Precisamos ampliar essa visão para um conjunto de universidades”, aposta o reitor.


Netto, que também é presidente da Comissão de Relações Internacionais da Andifes, adianta que as bolsas serão de 3 mil euros por mês, totalizando um investimento anual de 36 mil euros por pesquisador. A concessão das bolsas está vinculada a um projeto de pesquisa desenvolvido em conjunto por pesquisadores dos dois países. O estudante selecionado deverá assumir a atividade de monitor de ensino, com carga horária semanal de quatro horas. Após a conclusão do estágio, o  aluno retorna ao país de origem para a defesa da tese.


O acordo é válido por três anos, podendo ser prorrogado e ter as áreas de conhecimento ampliadas. A parceria é a segunda firmada no ano entre Brasil e Portugal para bolsas de doutorado. As inscrições para o intercâmbio de estudantes da área de engenharias para a Universidade do Porto estão abertas até 16 de outubro. O edital foi publicado na página do CNPq na internet

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado