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Brasil

Brasil é líder em pesquisa em medicina tropical, diz The Economist

Arquivo Geral

24/01/2011 13h29

Um artigo publicado na edição de janeiro da revista britânica The Economist destacou o Brasil como líder internacional em pesquisa em medicina tropical. O texto ressalta que, além de o Brasil ter uma comunidade científica atuante, o investimento financeiro do governo em pesquisa é alto – 1% do Produto Interno Bruto (PIB) – quase o dobro da média dos demais países da América Latina.

Segundo o site do Ministério da Saúde, os investimentos da pasta também têm impacto nessas pesquisas. “Desde 2003, o ministério orienta grande parte de seus recursos a linhas de pesquisa relacionadas às doenças ‘negligenciadas’, também chamadas de doenças infecciosas da pobreza (dengue, doença de Chagas e malária, por exemplo)”. De 2003 a 2009, o ministério investiu R$ 82,4 milhões em centenas de projetos nesta área. “Não à toa, o Brasil está no topo da lista de países que financiam pesquisa em dengue, segundo a GFinder List, instituição inglesa que realiza levantamento anual de pesquisas”, acrescenta o ministério.

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde foi convidado pela Bill & Melinda Gates Foundation para uma reunião em Washington (EUA) com as maiores instituições internacionais que financiam pesquisas. “Eles queriam principalmente entender os mecanismos utilizados pelo Brasil para incentivar a realização de pesquisas a respeito de doenças negligenciadas – uma área não muito atraente para a indústria farmacêutica, pelo reduzido potencial de retorno lucrativo, uma vez que a população atingida é de baixa renda e presente, em sua maioria, em países em desenvolvimento”, afirma a diretora de Ciência e Tecnologia da pasta, Leonor Pacheco.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2002 e 2008, a participação de pesquisadores brasileiros na publicação de artigos científicos cresceu de 1,7% para 2,7%. Além disso, tem aumentado a colaboração de cientistas brasileiros em artigos de pesquisadores de outras partes do mundo: 30% dos artigos assinados por brasileiros têm um co-autor estrangeiro.

AE

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