O Brasil deve ter uma colheita recorde de 664,33 milhões de toneladas de cana este ano, segundo uma previsão divulgada hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A colheita prevista para o período 2010-2011 superará em 9,9% a colhida no período 2009-2010, até agora a maior já feita.
A primeira previsão da Conab para a colheita de cana-de-açúcar deste ano indica que ele será recorde tanto pelo aumento da produtividade como pela expansão da área plantada.
A área semeada com cana-de-açúcar aumentou 9,2% com relação a colheita 2009-2010 e alcançou os 8,1 milhões de hectares, dos quais 4,4 milhões estão em São Paulo.
O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, esclareceu que essa expansão aconteceu apesar dos agricultores estarem cumprindo a proibição imposta pelo Governo que proíbe que se semeie cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal.
A produtividade dos canaviais deve chegar as 82,1 toneladas por hectare, um crescimento de 0,6% com relação ao ano passado.
A estatal explicou que o excesso de chuvas que chegou a prejudicar a produção no ano passado favoreceu o desenvolvimento das plantações para a colheita deste ano nas principais regiões produtoras.
Segundo a Conab, o aumento da produção reflete a entrada em operação de novas fábricas para a produção de etanol de cana-de-açúcar.
Pelo menos dez fábricas de produção de etanol entraram em operação nos últimos meses, segundo a Conab.
Do total de cana-de-açúcar produzida na colheita que começa este ano, 54,6% (328,8 milhões de toneladas) será destinada ao etanol, cuja produção subirá 10,6% e chegará ao recorde de 28,5 bilhões de litros.
Outros 301,6 milhões de toneladas de cana (45,4% da colheita) serão processados na forma de açúcar refinado, cuja produção deve passar para 38,7 milhões de toneladas, com um crescimento de 17% frente aos 33 milhões de toneladas ano passado.
A maior parte do açúcar será destinada à exportação já que o consumo interno é de 11,1 milhões de toneladas.