O Brasil, em conjunto com África do Sul, Índia e Rússia, criticou a partilha de informações sobre o vírus Influenza H1N1 durante a Assembleia Mundial de Saúde, na Suíça. Os países entregaram ontem (19) à Organização Mundial da Saúde (OMS) uma carta que aponta as principais falhas do sistema de acesso às informações do vírus pandêmico.
Eles também pretendem obter a expansão da capacidade para produzir vacinas e remédios contra o vírus da influenza A (H1N1) – gripe suína, com a transferência de tecnologia e participação nos resultados da investigação científica.
Durante a pandemia do vírus Influeza H1N1, a rede de coleta de informações do vírus teve alcance global. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, países desenvolvidos que detêm tecnologia e desenvolveram vacinas, drogas antivirais e kits de diagnóstico restringiram o acesso dos países menos favorecidos às informações essenciais sobre o vírus.
O ministério ressaltou que poucos laboratórios internacionais produzem vacinas e medicamentos, por isso, é necessário que países desenvolvidos e indústrias farmacêuticas compartilhem informações com países em desenvolvimento que participaram ativamente das pesquisas de coleta e decodificação do vírus no ano passado.
A Assembleia Mundial de Saúde termina amanhã (21) com a divulgação das resoluções. O Brasil espera que a OMS exerça pressão política sobre os países membros detentores de tecnologia. Segundo o ministério, por mais que o sistema atual seja falho, o Brasil tem conseguido reduzir o impactos da pandemia do vírus Influenza H1N1 por meio da campanha de vacinação, que pretende atingir 90 milhões de pessoas.