O ministro da Defesa boliviano, Wálker San Miguel, afirmou hoje que “certamente” o Conselho de Defesa da União de Nações Sul-americanas (Unasul) analisará em 15 de setembro, no Equador, a compra de armas e tecnologia militar do Brasil à França.
“Certamente o Conselho de Defesa reunido em Quito vai tocar no tema Brasil-França e seguramente o Brasil dará uma informação adequada”, disse hoje San Miguel, em entrevista à Agência Efe.
O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, visitará a Bolívia na próxima segunda-feira para viajar imediatamente junto a San Miguel para a reunião em Quito, que começa um dia depois.
Jobim esteve várias vezes na Bolívia, a última delas em abril, quando anunciou uma doação de quatro helicópteros para os militares bolivianos e depois viajou junto a San Miguel para o Haiti, a fim de avaliar as forças de paz que os dois países têm em território haitiano.
San Miguel disse que as compras do Brasil à França serão analisados dentro da transparência regional durante a reunião do organismo de defesa da Unasul, que terá como tema central o acordo entre Colômbia e Estados Unidos sobre o uso de bases colombianas por militares americanos.
“Não temos nenhuma dúvida de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um homem pacifista também, que acredita muito na integração e, de fato, o Brasil é o que propõe o Conselho de Defesa e a reforma do Conselho do Segurança da ONU”, afirmou.
Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, selaram na segunda-feira uma aliança militar nas áreas naval e aeronáutica que oferecerá tecnologia à indústria brasileira.
A operação, que será completada em vários períodos que concluirão em 2021, representará para o Brasil um desembolso de US$ 12,317 bilhões, dos quais cerca de US$ 9 bilhões serão destinados à compra de equipamentos militares.