Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) que dirigiu a resposta dos Estados Unidos à recessão mais profunda e prolongada em sete décadas, iniciou hoje seu segundo mandato à frente da entidade.
Após um processo de confirmação no Senado no qual parlamentares fizeram críticas a sua gestão, Bernanke foi confirmado no cargo com 70 votos a favor na câmara alta na semana passada.
Hoje, Bernanke pronunciou seu juramento perante o vice-presidente do Fed, Donald Kohn.
“Estes quatro anos foram um período extraordinário. Este período mostrou esta instituição em seus melhores aspectos, já que agimos de forma rápida, enérgica e criativa para enfrentar a pior crise financeira desde a Grande Depressão e para evitar o colapso econômico”, disse Bernanke na cerimônia.
Bernanke tinha sido designado como chefe do Fed pelo presidente George W. Bush (2001-2009) e iniciou sua gestão em 1º de fevereiro de 2006, quando a bolha de especulação no setor imobiliário começava a esvaziar.
Desde o começo da recessão em dezembro de 2007, Bernanke conduziu o Fed na maior intervenção governamental nos mercados financeiros desde a Grande Depressão.
Desde dezembro de 2008, o Fed manteve a taxa básica de juros nos EUA abaixo de 0,25% para estimular a atividade econômica.
Em agosto passado, o presidente americano, Barack Obama, anunciou que indicaria Bernanke para um segundo mandato e, após a confirmação no Senado, seu novo mandato à frente do Fed termina em 31 de janeiro de 2014, enquanto seu mandato de 14 anos como membro do Conselho de Governadores termina em 31 de janeiro de 2020.
Alguns dos críticos mais firmes de Bernanke no Congresso disseram durante as audiências de confirmação que ele e a instituição não atuaram com a firmeza e a rapidez necessárias enquanto crescia a especulação financeira que levou à crise.
Bernanke respondeu a essas críticas pedindo do Congresso novas leis que aumentem o papel supervisor e regulador do Fed.