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Brasil

Autoridades estão preocupadas com a segurança em Duque de Caxias

Arquivo Geral

18/09/2007 0h00

As autoridades admitiram hoje estar preocupadas com a segurança em Duque de Caxias, viagra 60mg município da região metropolitana do Rio de Janeiro, no qual 52 policiais foram presos na segunda-feira por corrupção e ligação com traficantes de drogas.

Os policiais detidos e outros sete, contra os quais também foram emitidas ordens de captura e que foram declarados foragidos, representam cerca de 10% dos 617 policiais do Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias.

Hoje foram detidos outros quatro acusados de corrupção, segundo a Polícia.

A força policial – que já era deficitária para um município na área metropolitana do Rio de Janeiro que se caracteriza por seus altos índices de criminalidade e pela presença de grupos de traficantes de drogas, ficou ainda menor após a operação para tirar de circulação os corruptos.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, tinha admitido na noite de segunda-feira a possibilidade de pedir apoio da Força Nacional para reforçar a segurança no município.

Os policiais presos, entre agentes, cabos e sargentos, vinham sendo investigados desde fevereiro, por meio de escutas telefônicas com autorização judicial.

O delegado André Drumond, responsável pela investigação, informou que há pelo menos um ano os policiais cobravam para não realizar operações nas favelas Parada Angélica e Santa Lúcia.

Os policiais corruptos recebiam pagamentos semanais de até R$ 3 mil para não entrar nas favelas, informar sobre possíveis operações de outros policiais e soltar traficantes que tivessem sido detidos.

Os presos serão processados pelos crimes de ligação com o tráfico de drogas, corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha e extorsão.

Os acusados chegaram a sugerir aos criminosos que convencessem um líder religioso da região a recolher assinaturas pedindo a mudança do comandante do Batalhão de Duque de Caxias que aparentemente estava combatendo os corruptos.

Na operação da segunda-feira também foram detidos cinco membros da organização de traficantes que pagavam o suborno.

“Os policiais ofereciam assessoria para os traficantes. Uma associação intolerável. A resposta penal tem que ser severa”, afirmou o procurador-geral da Justiça do Rio de Janeiro, Mafran Vieira.

Beltrame afirmou que os policiais poderão ser expulsos da corporação. “Vamos continuar investigando para eliminar esse tipo de situação e isso apenas poderá ocorrer por meio de punição exemplar, que é excluir esses policiais”, disse.

Atualizada às 15h24

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