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Brasil

Associação defende investimento de empresas de telemarketing em ergonomia

Arquivo Geral

26/11/2007 0h00

A empresa de telemarketing dificilmente se tornará “fabricante” de doenças ocupacionais se oferecer mobiliário adequado e condições para que o trabalhador possa variar a postura, case afirmou hoje Cláudio Tartarini, assessor jurídico e de relações institucionais da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

Em resposta a declaração de Ivomar de Magalhães Barbalho, diretor de saúde do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Distrito Federal (Sinttel-DF), para quem as empresas de telemarketing são uma “fábrica” desse tipo de problema de saúde entre os trabalhadores, Tartarini acrescentou:  “É óbvio que uma empresa que não invista em mobiliário, que não invista na parte de ergonomia, pode estar causando o adoecimento, mas a gente não pode estar generalizando isso.”

Ele lembrou que o Anexo 2 da Norma Regulamentadora nº 17, aprovado neste ano, garante padrões mínimos de ergonomia a serem seguidos exclusivamente pelas empresas de telemarketing, como cadeiras com ajuste de altura e com conformação anatômica do assento e do encosto, além de melhorias na organização do trabalho e no próprio ambiente nos call centers.

“Tenho visto um grande movimento das empresas na aplicação da norma. Elas não têm como política ficar descumprido o Anexo”, defendeu.

Para a fisioterapeuta Claudia Rossi, especializada em ergonomia do trabalho, o quadro do setor como grande “adoecedor” pode ser revertido. Ela destacou a criação, pelo Ministério do Trabalho, de uma comissão especial para fiscalizar empresas de telemarketing. E informou que algumas centrais de atendimento já se prontificaram a adequar suas situações de trabalho.

“Acredito, inclusive, que será o setor mais adequado à ergonomia. Eles vão deixar de ser conhecidos como fábricas de doenças”, afirmou.

Claudia Rossi e Claudio Tartarini alertaram, no entanto, que as doenças ocupacionais são de difícil diagnóstico e que “existe uma verdadeira indústria de fraudes” – pessoas que se valem delas para garantir estabilidade e maior poder de barganha dentro das empresas. “É uma questão delicada, mas deve ser enfrentada”, afirmou Tartarini.

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