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Brasil

Arthur Vigílio diz que não recua e eleva o tom no plenário

Arquivo Geral

12/12/2007 0h00

A discussão entre governo e oposição começou a esquentar no plenário do Senado com o discurso do líder do PSDB, more about Arthur Virgílio (AM) contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Virgílio criticou o governo, order que tenta, sales até o último momento, garantir os votos necessários para aprovação da matéria.

Arthur Virgílio disse que não vai “cair em conto de sereia”. “Não consigo negociar com quem me chantageia, com quem me ameaça”, disse. Ele fazia referência à última proposta do governo, que previa a prorrogação da CPMF apenas por um ano, prazo em que o Congresso aprovaria a reforma tributária.

“Nem acho que o acordo era tecnicamente ruim. Seria um ano de prorrogação da CPMF, seria alguma redução de alíquota. Mas é a mesma [proposta] que fizemos ao ministro Mantega [da Fazenda] há dois meses e ele disse que não tinha tempo. Agora querem nos convencer às vésperas do Natal”, disse o líder tucano.

Arthur Virgílio chegou a dizer que chegou a contrariar governadores do partido quando se posicionou contra a CPMF e que, se a bancada discordasse de sua posição, poderia ter feito. “Para mim é penoso e dolorido. Tenho contrariado figuras estimadas, governadores do partido, tenho tido conversas que não têm sido as melhores. Mas não sou obrigado a permanecer líder nem por um segundo, não nasci líder do partido”, afirmou. “Só não consigo dar pra trás da palavra que empenhei”, acrescentou.

“Se eu estiver certo, essa posição [contra a CPMF] deve ser dividida com a minha bancada. Se eu estiver errado e houver o caos no país, a responsabilidade é minha e só minha”, afirmou Virgílio.

Entre os governistas, os argumentos em favor da CPMF são de que o governo não pode abrir mão de uma vez dos R$ 40 bilhões anuais arrecadados pelo imposto. Eles argumentam que sem a CPMF, haverá problemas nos atendimentos médicos e dificuldades na manutenção do Fundo de Combate à Pobreza, que também depende dos recursos do imposto.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), reconheceu que há disfunções na CPMF, mas afirmou que o governo não pode abrir mão dos recursos. “A eliminação a 20 dias do início do ano fiscal traria enormes dificuldades para a administração financeira do país, exigindo corte drástico no investimento, no gasto social e aumento do endividamento”, disse.

Para Dornelles, a não-aprovação da CPMF e da DRU traria um déficit no orçamento da seguridade social que poderia afetar a saúde, o Bolsa-Família e o Programa de Combate à Fome, além de provocar um déficit fiscal que afetaria fortemente os investimentos. “Isso exigirá uma profunda engenharia financeira, o que impedirá, de imediato, a aprovação do orçamento ainda este ano trazendo enormes incertezas para administração financeira do país e para o ajuste das contas públicas”, completou.

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