Os Indicadores de Referência de Bem-Estar (Irbem) de São Paulo, divulgados hoje pela Rede Nossa São Paulo, revelam o medo que a população paulistana tem no dia a dia da cidade. Apenas 15% se sentem “seguros”, enquanto 1% vê “muita segurança” na capital paulista. A maioria, 84%, se diz “pouco” ou “nada segura”. O tema “segurança” foi o 9º pior no ranking de satisfação dos entrevistados e ficou em 17º, na média, entre as 25 áreas avaliadas.
Mas o nível de satisfação com a segurança melhorou entre os 1.512 moradores ouvidos. Na pesquisa de dezembro de 2009, a média de satisfação era de 4,3. Nesta pesquisa, subiu para 4,7. O índice, no entanto, ficou abaixo da média geral do Irbem, que é de 5,5. Os total de paulistanos que se sentem “seguros” ou “muito seguros” passou de 12% na sondagem anterior para 16%. Já os que não veem segurança caíram de 87% para 84%.
De acordo com a pesquisa, o que mais assusta o paulistano: “violência geral” (65%), “assalto/roubo” (59%) e “tráfico de drogas” (40%). Em seguida, o paulistano citou medo de “sair à noite”, com 25% das respostas; “alagamento” (23%) e “trânsito” (18%). A pesquisa constatou ainda que 78% dos moradores disseram ter uma delegacia ou um posto policial próximos à sua casa, enquanto 74% citaram ronda policial e 72%, ronda escolar.
Satisfação
Os que se sentem seguros (16% dos entrevistados) na cidade são também aqueles que mostram maior satisfação geral com a qualidade de vida que têm em São Paulo. Entre os que percebem “muita segurança”, o índice ficou em 6,4 (numa escala de 1 a 10) e os que se dizem “seguros”, 5,4 – ambos acima do nível de satisfação geral com a qualidade de vida, que ficou em 5,0. Já os que se sentem “nada seguros”, esse índice ficou em 4,7 e os que se dizem “pouco seguros”, 5,0.