Bruno Senna estreia no Desafio Internacional das Estrelas de Kart consciente de que não será fácil enfrentar adversários que correm aqui há tempos e que, embora jurem não lembrar mais quando andaram de kart pela última vez, treinam exaustivamente para a prova, e levam garnde vantagem sobre o piloto da Hispania, que ganhou um apelido dos amigos brasileiros da Fórmula 1: ‘Costela’.
“Não posso ficar estressado porque sei muito bem como esses caras se prepararam. Eu vim aqui para me divertir”, avisou Bruno, que já perdeu a conta do número de costelas quebradas nas experiências anteriores com o kart. A alcunha, cortesia dos pilotos brasileiros que também moram em Mônaco, como Lucas di Grassi e Felipe Massa, revela a antiga dificuldade que enfrenta pela falta de hábito no kartismo.
E não é que ele não tenha procurado ganhar um pouco de milhagem para a corrida deste fim de semana na Arena Sapiens, a moderna pista inaugurada no ano passado e cujo traçado de 1.207 metros o deixou de boca aberta. “A pista é fantástica”, derreteu-se, depois de percorrer boa parte do circuito na companhia de Lucas di Grassi, responsável pelo desenho original.
No fim de semana, Bruno deveria ter treinado na fazenda da família em Tatuí, mas as fortes chuvas atrapalharam. “Eu tinha dois karts, bem parecidos com estes que usaremos aqui, mas andei pouco porque o tempo não colaborou”, lamentou.
Ainda na dura batalha para encontrar um assento vago na Fórmula 1 em 2011, depois da primeira temporada na categoria pela pequena e problemática equipe Hispania, Bruno ficou surpreso com a largura do banco do seu kart. “É muito largo. Vou ter de fazer ajustes, senão ficará difícil de pilotar”, analisou.
Segundo ele, é exatamente o esforço a que o corpo é exigido nas curvas que provocou as diversas fraturas na costela. O início de carreira de Bruno no kartismo foi interrompido com a morte do tio Ayrton em 1994, quando ele tinha apenas 10 anos. Os problemas físicos surgiram quando ele resolveu retomar a carreira em 2004.