O recém-nomeado ministro da Defesa, Celso Amorim, assegurou nesta sexta-feira que aprecia o trabalho feito por seus antecessores e se comprometeu a corresponder aos interesses da nação, um dia após Nelson Jobim renunciar ao cargo por suas polêmicas declarações.
Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores durante os oito anos do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi nomeado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff como novo ministro da Defesa após a saída forçada de Jobim.
A nomeação de Amorim foi registrada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União e está previsto que o ministro assuma o cargo na semana que vem.
Amorim, que foi chefe da diplomacia brasileira até 31 de dezembro, agradeceu a confiança depositada nele por Dilma em uma breve declaração à imprensa em João Pessoa.
Espera-se que Amorim se reúna no sábado em Brasília com o comando das Forças Armadas.
Alguns comandantes militares criticaram a nomeação de Amorim porque consideram que um diplomata não é a pessoa mais indicada para assumir o Ministério da Defesa.
Por sua vez, Jobim, que já tinha ocupado o Ministério da Defesa no Governo de Lula, de quem foi um importante colaborador, se viu forçado a renunciar depois que foi divulgado o conteúdo de uma entrevista que ele concedeu à revista “Piauí”, na qual desqualificou duas ministras do Governo próximas à presidente.
Na entrevista, o ex-ministro chamou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de “fraquinha”, e declarou que a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “sequer conhece Brasília”.
Jobim desmentiu esses comentários, mas se viu obrigado a deixar o cargo, se tornando o terceiro ministro a renunciar desde janeiro, quando teve início o Governo de Dilma.