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Brasil

Amazonas enfrenta pior seca dos últimos 47 anos

Arquivo Geral

03/11/2010 18h30

A maior vazante histórica do Rio Negro desde 1963 reflete a pior seca que o Amazonas já enfrentou em 47 anos. Após registrar  a maior cheia em julho do ano passado atingindo 29,77 metros no porto de Manaus, o nível do Negro desceu até a marca de 13,63 metros no último dia 24 de outubro, evidenciando o grave quadro de estiagem na região. A cota de alerta do Rio é determinada, para baixo ou para cima, quando o nível chega a 15,86 metros.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que é responsável  pelo monitoramento do sistema  Solimões/Negro/Amazonas em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) acompanha a evolução das cheias e vazantes na Amazônica Ocidental. Segundo o órgão, não se via uma situação assim desde 1902, ano em que começaram as medições.

Segundo último levantamento da Defesa Civil do Estado, a seca atinge mais de 62 mil famílias em todo o Estado do Amazonas e 40 municípios decretaram situação de emergência. Com afluentes e rios completamente secos, algumas comunidades estão totalmente isoladas. Das cinquenta escolas ribeirinhas de Manaus, metade teve as aulas suspensas no segunda quinzena de outubro por falta de condições de transporte.

A diminuição das águas dos grandes rios que cortam o Amazonas já preocupava desde o começo de outubro, quando a medição do Rio Solimões, em Tabatinga, foi a mais baixa desde 2005.

Os Institutos de Meteorologia ressaltam que estamos em ano de La Ninã, e portanto, a chuva abundante pode demorar mais para chegar. Normalmente, a chuva no Amazonas volta ser mais frequente no fim de novembro e durante o mês de dezembro. Nos últimos dias, o nível do Rio Negro subiu um pouco na medição no porto de Manaus, mas ainda está longe de uma recuperação.

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