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Brasil

Alvo de sanções dos EUA esteve na mira da PF e do Gaeco

Brasileiro sancionado pelos EUA por suposta ligação com PCC foi alvo de operações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 16h47

policia federal

Foto: Divulgação/PF

RAQUEL LOPES
FOLHAPRESS


Um dos alvos de sanção dos Estados Unidos por envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital) já entrou na mira da Polícia Federal e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo.

O governo americano anunciou, nesta terça-feira (1º), sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas em São Paulo e uma empresa portuguesa acusados de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.

Em 2024, Victor Henrique de Oliveira Shimada foi preso no âmbito da Operação Retorno Velado, deflagrada pela Polícia Federal em São Paulo. Na ocasião, também teve o passaporte cancelado.

A investigação apurava o desvio de mais de R$ 35 milhões das reservas de uma instituição financeira por meio de um furto qualificado eletrônico ocorrido em agosto daquele ano.

Além desse caso, Shimada também foi denunciado em 2025 na investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil sobre suspeitas de irregularidades no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Shimada teria desempenhado papel central na estrutura utilizada para lavar parte dos recursos desviados do clube, especialmente por meio da empresa Victory.

Tanto o PCC quanto o CV (Comando Vermelho) foram designados como terroristas no fim do mês de maio por Washington.

A decisão americana foi adotada com base em duas ordens executivas (uma espécie de decreto presidencial): a 14059, que tem como objetivo combater a produção proliferação de drogas; e a 13224, que autoriza sanções contra pessoas ou organizações consideradas terroristas e seus apoiadores.

As medidas foram anunciadas pelo Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro americano.

O órgão afirma que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para receber o dinheiro obtido com atividades criminosas realizadas nos Estados Unidos e enviá-lo para integrantes do PCC no Brasil.

Os principais alvos das sanções são Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. A reportagem não conseguiu identificar a defesa dos dois citados ou das empresas sob suspeita.

Segundo o Tesouro americano, Shimada atuava como principal elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, tendo lavado mais de US$ 30 milhões (R$ 156 milhões) oriundos de atividades criminosas em diversas cidades americanas por meio de transferências em criptomoedas.

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