A recente redução da mortalidade infantil no mundo se deve a fatores como o maior acesso à água potável, stomach o aumento nas taxas de lactação e uma mais ampla distribuição de remédios, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
No relatório “Progresso para a infância”, divulgado hoje, a agência da ONU detalha os dados que explicam por que a mortalidade infantil, em 2006, pela primeira vez ficou abaixo dos 10 milhões.
Entre 1990 e 2004, destaca o Unicef, mais de 1,2 bilhão de pessoas obtiveram acesso à água potável. Além disso, houve aumento da taxa de lactação materna entre 1996 e 2000, superando os 20% em sete países africanos. Outro fator é a maior distribuição de mosquiteiros em zonas tropicais para evitar a malária.
Nos países de renda média ou baixa, a percentagem de mães com acesso a remédios anti-retrovirais que evitam a transmissão a seus fetos do vírus do HIV aumentou de 7 para 11%. Além disso, segundo o relatório, entre 1999 e 2005 quadruplicou a distribuição de suplementos de vitamina A, que reduz as possibilidades de morte por doenças comuns.
Entre os fatores sociais, o Unicef destacou que entre 2002 e 2006 o número de crianças sem escolarização no mundo caiu 20%.
Ann Veneman, diretora do Unicef, disse em comunicado que os dados “mostram progressos consideráveis”, mas acrescentou que “ainda resta muito por fazer”. Ela calculou que 143 milhões de meninos e meninas ainda sofrem de desnutrição, e o combate a doenças como pneumonia e malária “se amplia muito lentamente”.
Além disso, cerca de 500 mil mulheres por ano como morrem de complicações no parto. Uma grávida na África Subsaariana enfrenta a probabilidade de 1 em 22 de morrer ao dar à luz. No mundo industrializado, a chance é de 1 em 8 mil.
O Unicef já havia anunciado em setembro que em 2006 morreram 9,7 milhões de menores de 5 anos, contra 13 milhões de mortes anuais em 1990. O sul da Ásia foi responsável por cerca de 3,1 milhões dessas mortes, e a África Subsaariana por outros 4,8 milhões.