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Brasil

Ação de combate à dengue pode parar hoje na capital paulista

Arquivo Geral

02/12/2010 9h30

As ações de combate à dengue na capital paulista funcionaram ontem com 60% da capacidade e devem parar totalmente hoje. É o que afirma o sindicato que representa os motoristas contratados para transportar as equipes da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa). As ações preventivas contra a dengue vêm sofrendo problemas administrativos desde o fim do ano passado. Paralelamente, o número de paulistanos doentes já é o maior dos últimos oito anos. A Prefeitura nega irregularidades.

A ameaça ao combate ao mosquito da dengue tem natureza trabalhista. Segundo o presidente do Sindicato dos Locadores Individuais de Veículos e Máquinas do Estado de São Paulo (Sindliv), José Carlos da Silva, os motoristas estão sem receber salário há 90 dias. São 640 condutores na Covisa e 80% deles (512) trabalham no transporte dos agentes de combate à dengue. Silva diz que, se não
receberem hoje, a paralisação será de 100%, o que deixará os técnicos a pé. Fora o salário atrasado, segundo o Sindliv, os motoristas têm abastecido as peruas com dinheiro próprio. Os motoristas são contratados da empresa Brasil Dez, que presta serviços de transporte para a Covisa.

Segundo o site da Prefeitura, entre setembro e outubro, a Brasil Dez recebeu R$ 6,6 milhões da Covisa. O sindicato diz que a dívida com os motoristas chega a R$ 3,2 milhões. A reportagem tentou contato com a Brasil Dez ontem, mas não há telefone da empresa no endereço em que a firma está cadastrada na Junta Comercial do Estado. O gerente que negocia com o sindicato, cujo telefone foi passado pelo Sindliv, disse que “desconhecia” a paralisação e se recusou a conversar com o Jornal da Tarde.

Defesa

Em nota, a Prefeitura disse que “os pagamentos estão em dia de acordo com a prestação de contas realizada pela empresa, seguindo as cláusulas contratuais” e que “o combate à dengue continua sendo realizado sem prejuízo à população do município”. A nota não diz quais serão as medidas que a Prefeitura irá tomar no caso de paralisação dos motoristas. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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