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Recém-nascida é encontrada em lixeira, no Cabo de Santo Agostinho

“Já que ela foi achada no lixo, vai passar por toda a investigação necessária para saber se tem alguma infecção”, conta a médica responsável

Redação Jornal de Brasília

14/02/2022 11h55

Foto: Reprodução/WhatsApp

Na manhã do último domingo, 13, no Grande Recife, uma menina que ainda estava com o cordão umbilical foi encontrada por um mecânico que ouviu o barulho do choro da bebê.

“Eu ia pescar na praia com um amigo, por volta das 4h30, quando ouvi um barulho. Quando me aproximei da lixeira, vi a bebê, que estava dentro de uma caixa de papelão, enrolada em um lençol. A menina ainda estava ensanguentada”, conta o mecânico Luiz Paulo Silva Santos, de 35 anos, ao g1.

Imediatamente o homem realizou o socorro da menina até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cabo de Santo Agostinho e, logo depois, acionou a Polícia Militar. “Sou pai e fiquei emocionado com o que vi. Não acreditei naquela imagem que estava vendo”, conta Luiz Paulo Silva, que demonstrou interesse em adotar a criança.

Através de uma nota a polícia informou que os “militares do 18º Batalhão foram acionados para a ocorrência e constataram a veracidade dos fatos”.

Logo em seguida, a menina foi transferida para o Hospital Infantil do Cabo e, posteriormente, para a Maternidade Padre Geraldo Leite Bastos, que fica em Ponte dos Carvalhos, e é referência no município em acolher recém-nascidos.

Apesar de estar bem, a bebê permanece internada na unidade de saúde. “Por volta das 6h40, fizemos os primeiros exames. É uma ‘bebezinha’ bastante ativa, mas está bem magrinha. Ela está ótima e é uma ‘guerreirinha’ que veio para esse mundo lutando bastante”, conta Nathalia Duarte, médica que realizou os primeiros atendimentos.

Ainda de acordo com a médica, a bebê receberá todos os cuidados necessários no centro de referência do município. “Já que ela foi achada no lixo, vai passar por toda a investigação necessária para saber se tem alguma infecção ou outra alteração”, conta Nathalia Duarte.

A unidade de saúde acionou o Conselho Tutelar do município para acompanhar as transferências da bebê. “Quando não tem responsável, a gente vem até o hospital. Depois que a bebê receber alta, o Ministério Público e a Vara da Infância de Juventude passam a ter responsabilidade pela criança”, conta o conselheiro Luciano Luiz da Silva.

Segundo o conselheiro, o homem que encontrou a criança demonstrou interesse em realizar a adoção. “Infelizmente, não pode. A criança vai para a adoção, mesmo ele querendo adotar a criança. Não pode porque, hoje, existe todo um procedimento na Justiça”, conta.

Os genitores da criança ainda não foram localizados. “Não sabemos informações da família da criança. A gente não sabe se a mãe é adolescente ou adulta”, diz o conselheiro tutelar. Através de uma nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que está investigando o caso do bebê abandonado.

“O caso foi registrado neste domingo (13), na Delegacia do Cabo de Santo Agostinho e será instaurado um inquérito policial para apurar”, diz a nota.

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