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Polícia aponta obsessão amorosa como possível motivação para mortes de mãe e filhas

Caso ocorrido em 2018, no distrito de Nagé, em Maragogipe, mobilizou autoridades e passou a ser tratado como possível homicídio motivado por obsessão amorosa.

João Victor Rodrigues

26/06/2026 10h31

Foto: reprodução

A morte da marisqueira Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e de suas filhas, Gleysse Kelly, de 5, e Ruteh, de 2 anos, transformou uma sequência de ocorrências inicialmente tratadas como tragédias isoladas em uma das investigações criminais mais complexas da Bahia. Os óbitos ocorreram entre o fim de julho e meados de agosto de 2018, no distrito de Nagé, município de Maragogipe, e também foram precedidos pela morte do cachorro da família.

Com o avanço das apurações, a Polícia Civil passou a reavaliar as circunstâncias dos casos diante das semelhanças entre as mortes. A investigação reuniu uma série de diligências, incluindo exumações dos corpos, exames toxicológicos, coleta de novas provas e cumprimento de medidas judiciais que resultaram em prisões ao longo do inquérito.

Segundo a linha investigativa, os elementos reunidos indicam que as mortes não ocorreram por causas naturais ou acidentais. A principal hipótese levantada pelas autoridades aponta que os crimes teriam sido motivados por uma obsessão amorosa, circunstância que passou a orientar o trabalho dos investigadores durante a coleta de provas e depoimentos.

O caso ganhou grande repercussão no estado pela complexidade da investigação e pela necessidade de revisão das conclusões iniciais. A análise dos laudos periciais e das demais evidências colhidas ao longo do inquérito foi fundamental para sustentar a acusação apresentada pelas autoridades e dar novo rumo às apurações sobre as mortes da mãe e das duas crianças.

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