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PCDF prende quadrilhas que brigavam por posse ilegal de terra pública

Nesta quarta-feiram 18, a PCDF desarticulou duas quadrilhas que efetuavam o parcelamento irregular de terrenos em Sobradinho

Por Mariana Haun 18/05/2022 10h01
Foto: Reprodução/ Polícia Civil do Distrito Federal

Na manhã desta quarta-feiram 18, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou, por meio da Operação Terra Livre, duas quadrilhas que efetuavam o parcelamento irregular de terrenos no Polo de Cinema de Sobradinho.

Essa operação é conduzida pela 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e onze de busca e apreensão.

Conforme as investigações, foi descoberto que os grupos brigam pela posse ilegal de terras que pertencem à Terracap sendo destinadas à concretização do Polo de Cinema. Trata-se, ainda, de área de proteção ambiental e proteção manancial.

“Ainda que a ocupação estivesse ocorrendo de forma autorizada, notamos que os grupos rivais estavam realizando parcelamento irregular, em glebas abaixo de dois hectares”, disse o delegado-chefe da 13ª DP, Hudson Maldonado.

Os policiais constataram, que mesmo a ocupação estivesse ocorrendo de forma “autorizada”, os grupos rivais estariam realizando parcelamento irregular em glebas abaixo de dois hectares. Os grupos efetuavam ameaças com arma de fogo e também realizavam ocorrências policiais fraudulentas, imputando crimes uns aos outros.

Integrantes dos bandos ligavam no 190 e simulavam situações flagranciais para que o grupo rival fosse prejudicado.

As duas quadrilhas tentavam simular a permanência no local, há vários anos, o que denominavam de “novatos de boa-fé”. Faziam “gambiarras” de energia além de instalações hidráulicas que ameaçavam os recursos hídricos da área.

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Os agentes aprenderam celulares, documentação, carimbos de cartórios e de atividades relacionadas à legalização fraudulenta de documentos.

De acordo com a delegacia, as duas organizações também tentavam se infiltrar no meio político com o objetivo de conseguir favorecimentos.

Os integrantes dos dois grupos, caso sejam condenados, podem pegar de 7 a 22 anos de reclusão pela prática de associação criminosa, parcelamento irregular do solo e crimes ambientais. Três suspeitos estão foragidos.

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