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Pássaro estorninho chega ao Brasil e preocupa especialistas

Comum na Europa, Ásia e norte da África, o Sturnus vulgaris chegou ao Sul do Brasil e já se espalharam por cinco cidades gaúchas

Uma nova praga com potencial de se espalhar pelo Brasil está deixando especialistas em alerta: os pássaros estorninhos (Sturnus vulgaris). Comum na Europa, Ásia e norte da África, o Sturnus vulgaris chegou ao Sul do Brasil e já se espalharam por cinco cidades gaúchas.

A engenheira florestal Sílvia Ziller, doutora em conservação ambiental, investiga a disseminação dessa e de outras espécies exóticas invasoras no país. “O estorninho consta na lista das cem piores espécies exóticas invasoras, elaborada anos atrás pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza)”, esclarece ao portal UOL a engenheira, que é fundadora do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental. É na base nacional de dados desse instituto que podem ser encontrados detalhes sobre sua presença no país.

Pelo fato de o Uruguai possuir uma fronteira “seca” com o Brasil, o estorninho chegou ao Rio Grande do Sul e já pode ser avistado em pequenos bandos, tanto em áreas rurais quanto urbanas. O primeiro avistamento ocorreu em 2014, em Lavras do Sul. Sete anos depois, a espécie já está presente em pelo menos outras quatro cidades gaúchas: Aceguá, Bagé, Chuí e Santa Vitória do Palmar.

Com 21,5 centímetros de comprimento e pesando de 70 a 100 gramas, esse pássaro escuro, com manchas brancas nas penas e uma plumagem iridescente no peito, nuca e costas, compete com a fauna nativa por alimento e locais para fazer seu ninho. Ele preda invertebrados nativos e provoca danos agrícolas a lavouras e pomares.








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