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Papagaio de 22 anos é aprendido e dona faz rifa para pedir a guarda do pássaro

Ele foi apreendido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) no último domingo (28) após militares constatarem que o pássaro não possuía registro

Aline Rocha

Publicado

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Da Redação
[email protected]

Após ter o papagaio, com quem convive há 22 anos, uma mulher de 57 vai entrar na Justiça para recuperar a guarda do animal. Ele foi apreendido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) no último domingo (28) após militares constatarem que o pássaro não possuía registro. 

De acordo com a filha da mulher, Fabiana Cubilha, 32, está sendo feita uma rifa para que seja possível arcar com os custos do advogado para tentar recuperar a ave, que foi levada para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) na capital. Ela conta que a mãe, Maria de Lourdes Ferreira está inconsolável e problemas de saúde, como a depressão, está se agravando com a ausência do papagaio.

A ave vivia solta no quintal e não tinha asas cortadas e, ao G1, ela conta que desde que a ave foi levada, a mãe não come direito e está triste. A família deve entrar ainda nesta semana com ação judicial para tentar recuperar a ave. O advogado afirma que vai anexar laudos que compravam que dona Maria não está bem desde que a ave foi levada: “Ela toma diversos remédios e não consegue nem comer por conta da falta do papagaio”.

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A PMA informou que pela lei brasileira, desde 1967 é proibido criar animais silvestres em cativeiro e que neste caso do papagaio, os militares apenas cumpriram com a obrigação de apreender uma ave silvestre que não tem registro.

Para a PMA, o responsável por manter animal silvestre em cativeiro, a pena pode ser de 6 meses a um ano de prisão. Quando se trata de papagaio, uma ave que está na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), o valor da multa pode chegar a R$ 5 mil e se esse, não constasse em nenhuma lista de animais que correm risco, a multa seria de R$ 500.

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Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o alto grau de domesticação pode dificultar o retorno de um animal silvestre para a natureza. A escolha da destinação mais adequada só acontece após avaliação clínica, física e comportamental. No Brasil, existe jurisprudência sobre animais silvestres que foram devolvidos aos antigos “donos” quando constatado que estariam em melhores condições no ambiente doméstico do que na natureza.




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