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Mulher que filmou o próprio estupro foge por medo do ex-marido

“Saí com a roupa do corpo e não tinha dinheiro nem para comida”

Redação Jornal de Brasília

13/02/2023 7h16

Foto: Arquivo pessoal/Reprodução

A estudante Juliana Rizzo, que divulgou nas próprias redes sociais imagens sendo estuprada pelo ex-marido, afirmou ao g1, nesta segunda-feira (13), que precisou fugir do litoral de São Paulo após sofrer ameaças. Segundo ela, que foi vítima do crime enquanto dormia sob efeito de remédios, a ideia é se mudar novamente em breve. “Saí com a roupa do corpo e não tinha dinheiro nem para comida”.

O ex-companheiro dela, Ricardo Penna Guerreiro, de 46 anos, foi preso preventivamente em Praia Grande, no litoral de São Paulo, onde eles moravam. A defesa dele nega que o homem tenha cometido o crime sexual.

Juliana contou que, também por medo, já havia deixado o imóvel em que vivia com Ricardo em outras oportunidades. “Eu saí com a roupa do corpo e não tinha dinheiro nem para comida”, conta Juliana, que acrescentou ter sido ajudada por uma pessoa próxima, que teria feito o pagamento da estadia dela e dos filhos em um hotel após tomar conhecimento sobre a situação da família.

“Foi uma pessoa que foi muito humana naquele momento e que me devolveu a dignidade. Até então, eu estava me sentindo um lixo, porque o Ricardo só me chamava assim, entre outros ‘nomes’. Eu não conseguia dar um passo adiante”, pontuou a mulher.

Ameaças e medo


A mudança para o interior de São Paulo aconteceu após uma decisão judicial.

“Consegui uma permissão [judicial] para entrada no apartamento do Ricardo [em Praia Grande], para que pudesse retirar as minhas coisas e, no outro dia, vim pra cá”.

“Tive informação de que ela está tendo livre acesso à cadeia para visitá-lo e fez anotações em algum caderno com nome de pessoas que deveria procurar para tentar contra a minha vida. Ela estaria tentando contato com pessoas da facção criminosa”.

Ela ressaltou, agora, que já pretende se mudar do interior de São Paulo por conta disso, embora não esteja feliz com a situação. “É cansativo. Quero me sentir segura, criar raízes em um lugar e ter paz. Atrapalha meus filhos, na escola, e eu também, por não conseguir sequer estudar neste semestre”.

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