fbpx
Siga o Jornal de Brasília

Na Hora H!

Menino que teve espeto fincado no olho ainda não conseguiu consulta

Acidente ocorreu, em julho de 2018. O menino brincava com amigos próximo ao local onde morava quando caiu e o espeto cravou em seu olho

Aline Rocha

Publicado

em

PUBLICIDADE

Aline Rocha
[email protected]

Um ano após o menino Rian Santos, de 9 anos, ter um espeto cravado no olho enquanto brincava com amigos na rua da casa onde mora, a mãe, Marinalva Santos, conta que ainda não conseguiu levar o menino para fazer acompanhamento com um neurologista. O caso ocorreu na cidade de Santa Luzia, na Bahia.

A criança, a princípio, não teve sequela alguma mas o acompanhamento foi indicado pelos médicos após a alta da criança, que passou um mês internado entre julho e agosto de 2018. De acordo com Marinalva, ela não conseguiu vaga para que o filho passe por um profissional da área na rede pública da cidade.

“Eu venho cobrando direto e nada. Assim que ele teve alta, chegamos em casa e, no outro dia, eu levei os papeis na prefeitura, na secretaria de saúde, e disse que ele precisava passar por um neuro”, explica a mãe do menino. “Todas as vezes que fui lá, eles vêm com a mesma desculpa de que estão sem médico. Somente agora, no mês passado, disseram que um médico já estava atendendo e que iriam marcar, mas não deram nenhuma previsão. Então, infelizmente, esse acompanhamento não está acontecendo”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Marinalva explica que a família não tem condições de arcar com os gastos médicos e, por essa razão, dependem do atendimento na rede pública. Ela está desempregada e o marido trabalha na roça de cacau. Hoje, a família tem como renda o Bolsa Família. diz que ela e o marido não têm condições de arcar com os custos médicos e que, por conta disso, depende da rede pública.

“A gente não tem condições de pagar. A situação aqui é difícil, não tem trabalho. Meu marido trabalha na roça de cacau, e eu estou desempregada e tenho só como renda o Bolsa Família. Quando tem cacau na roça, a gente consegue um dinheirinho, mas acaba logo”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando os médicos deram alta para ele, avisaram que, depois, era para ele ter um acompanhamento de um neuro e de um oftalmologista. Com o oftalmologista a gente conseguiu marcar quatro meses depois da alta dele, mas com o outro está difícil”, afirma.

A indicação era de que Rian fizesse acompanhamento com neurologista e oftalmologista. O oftalmo afirmou que a visão da criança não foi afetada. Marinalva explica que, às vezes, o menino reclama da dor de cabeça “Perto do local onde ele fez a cirurgia, nasceu um pequeno caroço e isso me deixa preocupada. Por isso eu quero que ele passe logo pelo neuro, mas até agora estou sem respostas”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu, até agora, quando ele está brincando, fico olhando e agradecendo a Deus cada vez mais, por cada segundo da vida dele. Cada vez que eu vejo ele brincando é uma alegria”, conta a mãe.




Leia também


Publicidade
Publicidade
Publicidade