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Magnata de Florianópolis mantém projetos sociais e diz se alimentar do bem

Em cada uma de suas empresas há um “braço” social relacionado ao setor da companhia, e assim concede à cidade a construção de praças públicas, melhorias em escolas e doações

Foto: Arquivo pessoal

Iraci Falavina
FolhaPress

“Se a gente não consegue resolver os problemas do mundo, que a gente resolva ao menos os problemas da nossa cidade”. Walter Silva Koerich, ou Waltinho, 56, é integrante do clã Koerich, uma das mais tradicionais famílias do estado de Santa Catarina. Além disso, ele é diretor da WKoerich Imóveis, da WOA Empreendimentos Imobiliários e membro do conselho do Beiramar Shopping, um dos principais shoppings de Florianópolis.

Em cada uma de suas empresas há um “braço” social relacionado ao setor da companhia, e assim concede à cidade a construção de praças públicas, melhorias em escolas e doações. Um de seus projetos preferidos é o Estacionamento Solidário, que está dentro do Conexões Sociais do Beiramar Shopping, e que, durante um dia, arrecada toda a renda do estacionamento para a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Florianópolis.

Acima de tudo, para Waltinho, é fundamental conceder à sociedade condições para que desfrutem de uma cidade mais justa. Ele afirma reconhecer seu privilégio de nascer em uma família estável, que lhe deu condições para trilhar seu caminho em direção ao sucesso. “Pode ser que para mim seja mais fácil, então esses projetos são uma obrigação. É uma coisa que nos alimenta e não dá vontade de parar”.

Waltinho também integra a diretoria de relações institucionais do Instituto Pe. Vilson Groh, que, junto à WOA, promove outra de suas ações sociais preferidas, o Programa Pode Crer. Ele oferece cursos de aperfeiçoamento em tecnologia e é realizado em parceria com a FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), patrocinado pela Caixa Econômica Federal e apoiado pela WOA, que intermedeia relações com empresas da área buscando a empregabilidade desses jovens.

O projeto é gratuito e atende anualmente mais de 300 crianças e adolescentes de diferentes faixas etárias, disponibilizando aulas de tecnologia, empreendedorismo, inglês, artes, cultura, cidadania, entre outras. Segundo o empresário, o Pode Crer já contribuiu para que seus ex-alunos tivessem a oportunidade de cursar graduações e se inserir no mercado de trabalho. “A única coisa que foi dada a elas foi uma oportunidade”, disse.

Apesar de tudo isso, Waltinho iniciou suas ações sociais quando ainda era adolescente. Ele começou a trabalhar em 1979, aos 15 anos, na empresa da família. Antes de se tornar uma das maiores empresas de móveis e eletrodomésticos de Santa Catarina, a companhia era uma rede de lojas de departamentos chamada Dular.

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Em épocas como Páscoa, Natal ou dia das crianças, ele e seus primos recolhiam chocolates e brinquedos não vendidos e iam distribuir para as crianças do Hospital Psiquiátrico Colônia Sant’Ana, usando o jipe da família como um “trenó do Papai Noel”.

Walter Silva Koerich ainda diz que suas ações sociais geram bastante desconfiança e frequentemente lhe perguntam coisas como “Waltinho, qual é a sacanagem por trás disso tudo?”, ao que ele responde: “Se a pessoa me faz uma pergunta dessa, ela não entende a moeda com que eu trabalho”.

As informações são da FolhaPress

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