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Idoso morre após aguardar 9 dias por vaga em UTI para implantar marca-passo

Desde o dia 13 de outubro, Rubens estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Quietude, em Praia Grande-SP

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Foto: Arquivo pessoal
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Um idoso, de 75 anos, veio a óbito após aguardar nove dias por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica. De acordo com a família, Rubens Calero Banhos estava esperando por uma operação para implantar um marca-passo cardíaco com urgência, mas não resistiu à demora para liberação do procedimento.

Desde o dia 13 de outubro, Rubens estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Quietude, em Praia Grande-SP. Ele foi alocado na unidade após sofrer uma parada cardíaca. No caminho até o hospital, os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fizeram uma massagem cardíaca no idoso. Após chegar ao pronto-socorro, a equipe médica utilizou um desfibrilador cardíaco para reanimar o paciente.

O agente de endemias Sérgio Calero, de 50 anos, filho de Rubens, contou que o pai ficou intubado e sedado no início da internação. Após algum tempo, o idoso apresentou uma melhora do quadro clínico. No entanto, devido à gravidade da condição em que estava, ele ainda precisava de um marca-passo cardíaco.

Após nove dias de espera, o idoso voltou a ficar em estado grave e veio a óbito, na madrugada do dia 22 de outubro. A família relatou que os profissionais de saúde na UPA eram muito prestativos, mas o local não tinha a UTI Cardíaca que o aposentado precisava.

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Em nota, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande afirmou que, durante o período em que esteve no PS Quietude, o idoso recebeu todos os cuidados necessários. Além disso, a nota afirma ainda que o paciente aguardava uma vaga de UTI cardiológica, vaga essa regulada no Sistema CROSS, que é gerido pelo Estado de São Paulo. No entanto, o paciente veio a óbito antes.

Em resposta, a Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (CROSS) informa que tão logo recebeu a solicitação da vaga, iniciou a busca para o caso do idoso. A CROSS esclarece ainda que apenas a disponibilidade de vagas não é suficiente para que um paciente seja transferido. É necessário que ele apresente condições clínicas adequadas para segurança da própria pessoa.

Porém, segundo familiares, os filhos entraram com uma ação no Ministério Público, motivo pelo qual foi determinado que a central cumprisse a ordem de conceder uma vaga ao idoso. No entanto, a família afirma que a CROSS disponibilizou uma vaga na enfermagem do Hospital Irmã Dulce na noite do dia 20, e não de UTI.




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