Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Na Hora H!

Ex-assessor de Pazuello vira réu por suspeita de estuprar criança

Mãe da vítima disse que ela voltou para casa reclamando de dores nas partes íntimas. Defesa de Airton Cascavel nega

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, virou réu por suspeita de estuprar uma criança da própria família em Boa Vista, capital de Roraima. A decisão é da Vara de Crimes Contra Vulneráveis da região e foi publicada nesta quinta feira (23).

Ex-assessor do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Airton Cascavel teria recebido a criança em casa entre os dias 11 e 12 de setembro. A mãe da menina disse que ela voltou para casa “reclamando de dores nas partes íntimas”. Na decisão, não consta o parentesco entre Cascavel e a vítima. A mãe levou o caso à Justiça no dia 14.

O Ministério Público de Roraima havia entrado na Justiça na última terça (21) para denunciar o empresário. Ao aceitar a denúncia do MP, o juiz imputou a Cascavel as acusações de estupro contra vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, combinado com o artigo 226, que prevê aumento da pena em razão do acusado ser parente da vítima, e decretou segredo de Justiça na ação.

A defesa de Airton Cascavel alegou que a acusação é “caluniosa”, e que uma eventual prisão seria injusta “por conta da repercussão social de crime imputado ao agente com o único propósito de atingi-lo, e a seus familiares”.

“Número 2 de Pazuello”

Tido como principal assessor de Pazuello enquanto estava no Ministério da Saúde, Airton Cascavel ganhou projeção nacional após ser ouvido pela CPI da Covid no Senado sobre sua atuação na pasta. Cascavel disse aos senadores à época que, se pudesse, teria comprado vacinas da Pfizer e da Janssen que o governo federal inicialmente abriu mão.

Para o ex-assessor do Ministério, a vacinação no Brasil foi atrapalhada por uma politização. Ele cita o Instituto Butantan, alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro devido à ligação do órgão com o Governo de São Paulo, de João Doria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar