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Embalagem inteligente indica se os alimentos estão estragados

Atualmente em processo de patenteamento, o material foi concebido pelo professor Pedro Luiz Manique Barreto, especialista em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSC

Redação Jornal de Brasília

20/11/2023 7h01

Foto: Pedro Luiz Manique Barreto/Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram uma embalagem revolucionária, capaz de indicar quando um alimento atingiu o ponto de deterioração e não está mais adequado para o consumo. Atualmente em processo de patenteamento, o material foi concebido pelo professor Pedro Luiz Manique Barreto, especialista em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSC.

Inicialmente aplicado em pescados, o inovador filme de embalagem também está sendo testado em outros produtos alimentícios, incluindo queijos e embutidos. O diferencial dessa embalagem é a sua capacidade de mudar de cor, apresentando uma tonalidade avermelhada inicialmente. No entanto, quando o alimento se deteriora, a película transita para a cor verde, fornecendo um sinal visual inequívoco de que ocorreu a degradação e, consequentemente, o alimento não é mais seguro para o consumo.

Pedro Luiz Manique Barreto explica que a mudança na coloração da embalagem é desencadeada pelo contato com gases, especialmente amônia, provenientes da degradação microbiana dos pescados. Essa inovação não apenas promete oferecer uma ferramenta visual clara para a detecção de alimentos deteriorados, mas também pode se tornar uma estratégia eficaz para reduzir o desperdício alimentar.

O desenvolvimento dessa embalagem inteligente teve início em 2015, quando a aluna Michelle Heck Machado apresentou uma dissertação de mestrado sobre o tema. O trabalho, concluído em 2017 sob a orientação do professor Barreto, resultou em uma pesquisa contínua que culminou na criação dessa tecnologia promissora.

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