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Barbie do Crime ganha prisão domiciliar

Justiça explicou que deferiu o pedido do defesa porque a acusada é mãe de duas crianças com menos de 12 anos

Foto: Reprodução/Instagram

Horas após Bruna Cristine Menezes de Castro, de 30 anos, se apresentar ao Poder Judiciário, a Justiça converteu a prisão da acusada em domiciliar. A modelo conhecida como Barbie do Crime foi condenada por aplicar golpes pelas redes sociais. Ela é investigada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Bruna se apresentou na delegacia nessa quinta-feira (25). Após a defesa dela entrar com um recurso, foi determinado que a modelo fique em prisão domiciliar até uma nova audiência, quando serão definidas as medidas a serem tomadas.

A Justiça explicou que deferiu o pedido da defesa porque a acusada é mãe de duas crianças com menos de 12 anos. Posteriormente, Bruna será monitorada por meio de tornozeleira eletrônica e ficará em prisão domiciliar.

“É importante ressaltar que ela nunca teve a intenção de querer desvencilhar-se de suas obrigações impostas. Tanto é verdade que se apresentou espontaneamente acompanhada pelos seus advogados”, disse, em nota, a defesa.

Entenda o Caso

A modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, de 30 anos, conhecida como Barbie do Crime, voltou a ser presa. Segundo o juiz, a acusada, que foi condenada por aplicar golpes nas redes sociais, não cumpriu com a pena de prestação de serviços à comunidade nem compareceu às audiências. Atualmente, a modelo também responde por outras denúncias de estelionato no Rio de Janeiro e em Brasília.

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A ré foi condenada em setembro de 2015 a prestar serviços comunitários e ao pagamento de multa de 10 salários mínimos. A decisão foi expedida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Ela teria aplicado golpes em duas pessoas. As vítima compraram celulares com Bruna, mas nunca receberam o produto. Outras 100 pessoas procuraram as autoridades para denunciar supostos golpes praticados pela acusada.

Na época, Bruna confessou o crime e disse que estava arrependida. Na última quarta-feira (18), o juiz Wilson da Silva Dias, da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas, da comarca de Goiânia, determinou que a suspeita retorne para prisão. Ele afirma que a ré encontra-se irregular nas condições legais e judiciais, pois não cumpriu com a pena que lhe foi determinada.

Segundo a decisão, a ré não cumpre a pena de prestação de serviços à comunidade desde 2017. Ela mudou de endereço diversas vezes sem comunicar à Justiça e não compareceu a, ao menos, seis audiência de justificação.

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Conforme o documento, após pedido da defesa, o magistrado marcou para o dia 5 de fevereiro de 2020 uma nova audiência de justificação, onde foi dada uma oportunidade para que a sentenciada pudesse cumprir as determinações. No entanto, não compareceu.

Uma nova audiência foi marcada para 13 de janeiro de 2021, mas a defesa pediu a remarcação, sob a alegação de que Bruna estaria infectada com a Covid-19.

Com isso, o magistrado remarcou a audiência para 10 de fevereiro. Bruna faltou novamente a sessão, alegando que seu filho havia testado positivo para a Covid-19. No entanto, nenhum documento médico foi apresentado.

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