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Adolescente com doença rara desmaia toda vez que ri demais

Condição é conhecida como cataplexia, uma súbita atonia muscular provocada por excitação nervosa de qualquer tipo, incluindo risadas

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Billie Hodgson, uma jovem de 17 anos de Sheffield, no Reino Unido, evita passar muito tempo com seus amigos conhecidos por fazer boas piadas. Isso porque, como contou a estudante ao Daily Mail, ela tem uma doença rara que a leva a desmaiar toda vez que ri demais.

A condição é conhecida como cataplexia, uma súbita atonia muscular provocada por excitação nervosa de qualquer tipo, incluindo risadas. Ela é um sintoma da narcolepsia, condição em que o corpo não consegue regular apropriadamente os ciclos de sono.

Pacientes narcolépticos frequentemente não conseguem dormir durante a noite, mas sofrem de períodos de extremo sono durante o dia. Billie lamenta que não possa passar tanto tempo quanto queria com seus amigos.

“Eu sou uma pessoa animada naturalmente. Então, passar disso para a sensação que preciso evitar a risada é estranho. Eu sinto que não posso ser quem eu sou”, comentou.

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“Meus amigos tentam não ser engraçados. Se eles me fazem rir, pedem desculpas. Quando estamos juntos, tento me manter longe de situações engraçadas. O pior é que fazemos piadas sobre a doença, porque é uma situação curiosa, e eu preciso encarar com bom humor”, disse ainda.

“É difícil explicar o que acontece quando eu desmaio, é como não ter controle do seu próprio corpo. Eu não consigo falar ou responder de nenhuma forma às situações. A parte mais frustrante é que eu estou consciente”, contou também.

A causa da cataplexia ainda é debatida pelos médicos, mas a teoria mais popular aponta uma deficiência do hormônio orexina, responsável por nos manter acordados durante o dia e nos ajudar a responder a situações estimulantes.

Billie descobriu a doença aos 14 anos. Ela estava andando pelo refeitório de sua escola, rindo com uma amiga, quando “caiu de joelhos no chão, sem explicação”.

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“Todo mundo achou que eu tinha tropeçado, mas eu sabia que algo não estava certo. O médico me disse que todo mundo tremia um pouco quando ria”, lembrou a adolescente. O diagnóstico veio mais recentemente, no ano passado.

“Eu senti um misto de emoções”, admitiu a jovem. “Fiquei aliviada de ter finalmente uma resposta para as coisas que aconteciam comigo, mas com medo do que isso poderia significar para a minha vida”.

A cataplexia não tem cura, e o tratamento envolve a ingestão de remédios indutores do sono, para que a pessoa possa dormir durante a noite e controlar os sintomas durante o dia.


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