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Mergulhadores recuperam caixa-preta após queda de avião com 62 pessoas na Indonésia

A aeronave que caiu no sábado é um modelo mais antigo e não possui o sistema implicado na crise de segurança da linha MAX

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Foto: AFP
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Mergulhadores da Indonésia recuperaram do fundo do mar, nesta terça-feira (12), uma das duas caixas-pretas do avião com 62 pessoas a bordo que caiu no Mar de Java no último final de semana.
De acordo com autoridades locais, a equipe de buscas encontrou o dispositivo que grava os dados do voo, o que permitirá entender em detalhes o que causou a queda do avião momentos após a decolagem.

Os mergulhadores também recuperaram um farol de rádio, aumentando a esperança de que o gravador de voz da cabine –a segunda caixa-preta–, ao qual o farol estava conectado, também seja encontrado nos próximos dias.

“Temos certeza de que, como o farol que estava preso ao gravador de voz da cabine também foi encontrado na área, então, estamos muito confiantes de que o gravador de voz da cabine será encontrado em breve”, disse o chefe militar Hadi Tjahjanto em entrevista coletiva nesta terça.

Ainda há poucas respostas sobre o que aconteceu com a aeronave da companhia Sriwijaya Air, e a expectativa dos investigadores é de que os registros dos gravadores de voo possa determinar o que exatamente deu errado. No sábado, o Boeing 737-500 caiu no mar cerca de quatro minutos depois de decolar do principal aeroporto de Jacarta, capital da Indonésia, e desaparecer dos radares.

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Antes de ficar incomunicável, o avião perdeu 10 mil pés de altitude em menos de um minuto, de acordo com o site FlightRadar24, que monitora voos. O ministro dos Transportes da Indonésia, Budi Karya, disse que, das 62 pessoas a bordo, 12 eram tripulantes. Entre os passageiros, havia 10 crianças. Todos eram indonésios.

O Comitê Nacional de Segurança no Transporte (KNKT) deve baixar os dados da caixa-preta em um período de dois a cinco dias. “Esperamos que possamos desvendar o mistério do que causou este acidente. Então isso será uma lição, para todos nós evitarmos [que se repita] no futuro.”

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O avião era um Boeing 737-500 de quase 27 anos, segundo informações do registro de rastreamento, e, de acordo com o chefe-executivo da Sriwijaya Air, Jefferson Irwin Jauwena, o veículo estava em boas condições.

No momento da decolagem, chovia forte no aeroporto internacional de Soekarno-Hatta, o que já havia atrasado a saída da aeronave em 30 minutos. A rota prevista até Pontianak, a 740 km de Jacarta, teria duração de cerca de 1h30, perdeu contato por volta das 4h30 do sábado (horário de Brasília; 14h30 em Jacarta).

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Um Boeing 737 Max operado pela companhia área Lion Air caiu na costa da Indonésia no final de 2018, matando todos os 189 passageiros e tripulantes a bordo. Este acidente e outro envolvendo o mesmo modelo na Etiópia foram atribuídos a defeitos técnicos, e a fabricante foi condenada a pagar multa de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,56 bilhões) por ter enganado as autoridades no processo de aprovação deste modelo.

A aeronave que caiu no sábado é um modelo mais antigo e não possui o sistema implicado na crise de segurança da linha MAX.

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Embora as chances de encontrar sobreviventes tenham sido praticamente descartadas pelas autoridades, familiares dos tripulantes e passageiros mantêm a esperança.

“Ainda não conseguimos aceitar isso”, disse Inda Gunawan, irmã de um dos passageiros, à agência de notícias AFP. “Nossa família ainda está esperando por um milagre e que ele ainda esteja vivo.”

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Mãe de uma cabeleireira que estava a bordo do avião depois de ir à capital indonésia para comprar produtos para seu salão, a muçulmana Emma Yusja também afirmou que não para de rezar por um milagre.

“Ainda creio em um milagre e que minha filha está viva, mas aceitarei tudo o que Alá decidir por nós”, disse.

De acordo com os rituais fúnebres da Indonésia, a maior nação muçulmana do mundo, os enterros devem ocorrer o mais rápido possível após a morte, mas o processo de identificação dos restos mortais das vítimas da queda do avião ainda pode levar várias semanas.

Nesta terça, familiares dos passageiros e tripulantes foram até um hospital em Jacarta para a coleta de amostras de DNA que serão comparadas com partes de corpos encontrados no mar.

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Mais de 300 médicos forenses estão trabalhando nas análises. Enquanto as famílias desejam obter respostas o mais rápido possível, os pesquisadores explicam que sua prioridade é fazer as coisas do jeito certo. “A precisão é mais importante do que a velocidade”, disse Ahmad Fauzi, vice-chefe da equipe de identificação de vítimas do acidente.

Rapin Akbar, que teve uma amostra de sangue colhida, tinha cinco parentes a bordo do avião, incluindo uma irmã mais velha, um sobrinho e sua esposa, além de seu bebê, de apenas sete meses.

“Esperamos que eles encontrem os corpos rapidamente para que possamos enterrá-los”, disse Akbar, ainda em choque. Seu sobrinho planejava voltar a Pontianak no domingo, mas mudou de ideia e decidiu viajar no sábado.

“Ele me ligou para dizer que o voo estava atrasado e me enviou uma foto de seu bebê. Era o primeiro filho dele”, disse.

As informações são da Folhapress




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