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Vôlei de Praia: Talento vem do berço

Com um sobrenome de grande referência no esporte brasileiro, Júlia Schmidt carrega o peso de um sangue vencedor. Com história semelhante à de Bruno Schmidt – seu irmão mais velho e um dos grandes destaques do vôlei de praia da atualidade -, aos 22 anos, a carioca descobriu-se no vôlei de quadra aos nove. Pouco tempo passou e Júlia optou pelas areias, em 2006, com a certeza de que teria um futuro melhor em outro tipo de ambiente.

“Para me destacar nas quadras, teria que ser uma líbero ou uma levantadora baixa, porque não sou tão alta como elas”, explica Júlia, que tem 1,74 m. 

Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, ela começou a treinar em Brasília sob o comando do técnico Maurício Thomas, hoje  à frente do Barueri – nono colocado na classificação da Superliga feminina.

Diferentemente do irmão, Júlia buscou  um rumo diferente do esporte e se dedicar aos estudos, no ano pasado. Com a faculdade de medicina em mente e se preparando para o vestibular, no final das contas, acabou desistindo e retomando a vida no vôlei. Quem mais comemorou isso foi o melhor amigo e irmão, Bruno.

“A gente é parceiro demais, e ele sofreu muito quando  deixei de jogar. Não tive para onde correr”, brinca a atleta. Em 2013, Júlia retomou a  parceria com a capixaba Luana e, para a próxima etapa,  tentará dupla com    Rafaela Fares. “Ela é um dos nomes cotados para a seleção”, enaltece.

Decisões em conjunto

Assim como toda jovem, Júlia Schmidt “navegou” por vários esportes até se fixar  no vôlei. Antes de fazer a sua escolha, ela  tentou a vida na natação e  no  basquete, esporte do tio Oscar Schmidt. 

“Foi quando  era muito criança. Nunca gostei de basquete, mesmo com a influência aqui em casa. Sempre achei um esporte muito masculinizado”, conta.

Antes de  se aventurar nas  areias, Júlia defendeu as  categorias de base do Força Olímpica – equipe feminina de Brasília que disputou a Superliga  em 2003. 

Os treinos intensos da época do  Força Olímpica, inclusive, estão na memória da atleta.   

“A gente jogava de verdade  mesmo. O Maurício pegava pesado com todo mundo. Digo isto porque às vezes as pessoas pensam que por sermos mais novas, jogamos com menos intensidade”, valoriza. 

Em família

Morando em Vitória (ES) com  os pais e irmãos, Júlia  teme que esse aconchego  tenha um fim em breve. 

“O Bruno está terminando o apartamento dele e vai embora, meu outro irmão está se formando e acho que a saída dele também nao vai demorar. É ruim porque a casa gira em torno do Bruno, não sei como vai ser”, lamenta a atleta. “Não faço ideia de quando vou sair de casa, então vou ficar só”, completa.

A amizade entre os dois é tão forte que um sempre opina nos passos dados pelo outro, principalmente quando decidem “abrir o time” e trocar de duplas. 

“Foi assim quando ele decidiu para com o Pedro e quando eu parei de jogar com a Laura. A gente é assim. Nos treinos um observa o outro e aconselha sobre todas as coisas, principalmente sobre como jogar melhor. Quando decidi voltar a jogar, sinto que essa amizade cresceu ainda  mais”, diz, Júlia.

Júlia já passou pelas seleções de base do Espírito Santo e foi pré-convocada para a seleção brasileira antes de ir para o vôlei de praia. Com as Olimpíadas se aproximando, ela sonha em defender o Brasil, agora mais madura. (K.M.O.)

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