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Velozes e cativantes

Arquivo Geral

03/06/2013 11h05

Quem se atrasou não conseguiu entender muito bem quem era quem na Fórmula 1 Náutica, ontem, no Lago Paranoá – a categoria até então era desconhecida. Mas as superlanchas desfilando com uma velocidade absurda foram mais que suficientes para as quase 20 mil pessoas que foram ao evento.

 

Para o funcionário público José Pereira, que chegara exatamente na hora da largada, a falta de conhecimento sobre a categoria não influenciou em nada. “Foi tranquilo chegar até aqui. Não tenho noção do que está acontecendo nesta competição, mas o fato de ser algo novo é importante para prestigiarmos.”

 

Mais inteirado sobre a F-1 das águas, o artista plástico Fernando Borges conseguiu desfrutar de cada segundo da vitória do pole position do Grande Prêmio Brasília, o finlandês Sami Selio. “Eu acompanhei desde o início e gostei. Acho que deveríamos ter mais competições deste nível aqui”, comentou.

 

Cadê o hino?

No lugar mais alto do pódio estava Sami. Logo abaixo ficaram os dois pilotos da equipe Qatar. O norte-americano Shaun Torrente foi vice, enquanto o atual bicampeão da competição, o italiano Alex Carella, terminou em terceiro. “Estou muito feliz com essa conquista. Este foi sem dúvida o melhor fim de semana da minha carreira”, vibrou o finlandês.

 

Ao final da cerimônia, o hino da Finlândia foi anunciado, mas os responsáveis pelo som não conseguiram encontrar a faixa do país em meio aos outros do CD.

 

Torcida também dentro do lago

Além da torcida que decidiu ficar nas imediações da Concha Acústica, no Setor de Clubes Norte, e na arquibancada montada para poder acompanhar o evento, algumas pessoas usaram o fiel meio de transporte de fim de semana para prestigiar a categoria: muitas lanchas e embarcações circulavam próximo ao local.

 

Dispostas na distância mínima de segurança imposta pela Capitania Fluvial de Brasília, de 700 metros de distância da pista, eles tiveram uma visão privilegiada.

 

Se para a segurança tudo correu normalmente, para os pilotos a distância poderia ser um pouco maior. O vice-campeão, Shaun Torrente, reclamou sobre as ondas que essas embarcações promoviam. “Em determinado momento tudo ia bem, mas aí vinham as ondas. Não conseguimos vê-las, e a qualquer momento você pode perder tudo por conta disso”, explicou.

 

Jogo de equipe

Shaun terminou a prova na frente de seu companheiro de equipe e atual campeão do campeonato. Apesar disso, a rivalidade entre os dois foi minimizada pelo simpático piloto. “Eu não digo que quero vencê-lo. Porém, estou feliz de ter terminado essa primeira corrida, já que no ano passado eu não pontuei nas três primeiras.”

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