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Vale até panfletar para competir

Arquivo Geral

09/04/2013 10h30

Ela é adolescente e tem suas próprias paixões nessa fase da vida, tais como ir ao shopping, arrumar o cabelo, fazer as unhas… Mas quem olha para a jovem Carolina Ferraz, não imagina que, com apenas 16 anos, e sem patrocínio algum, consegue fazer proezas de gente grande.

 

A força de vontade em praticar um esporte foi tão grande que, por uma proposta do professor, Carolina concordou em entregar mil panfletos da academia para receber aulas de graça, uma vez que não tinha condições de arcar com a mensalidade.

 

“A gente dividiu os papéis para a família e distribuímos tudo”, disse Giovani Ferraz, pai de Carolina.

 

A PAIXÃO

Ao contrário da maioria dos atletas, que desde criança optam pelo esporte de sua preferência, o caso de Carolina é diferente. Por vontade própria, ela se matriculou no kickboxing, mas teve o desejo vetado pela mãe, que achava a modalidade muito violenta. Foi então que rumou para o judô, contra a vontade.

 

“Eu tenho um primo que faz judô. Fui mais por causa dele, mas no fundo não queria nada disso. E não é que acabei gostando? (risos). Minha mãe me tirou do kickboxing por achar ser perigoso, mas, no judô, já quebrei duas costelas”, disse.

 

Detentora de mais de 50 medalhas e com treinos pesados de segunda a sábado, Carolina hoje compete na categoria média (menos de 63 quilos) e diz que ela é quem mais se cobra. 

 

FORÇA DE VONTADE

“Para mim, não existe esse ditado de que o que vale é competir. Comigo é o primeiro ou o primeiro lugar! Não tenho outra opção. É puxado e eu acordo todos os dias pensando em desistir, mas a vontade passa assim que subo no tatame”, conta a atleta.

 

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