Sua primeira paixão era a corrida de rua, até que estagnou no ápice e não conseguiu encontrar outras alternativas para evoluir. Esta é a história do advogado Bruno Lins, que decidiu agregar à corrida outras duas modalidades (natação e ciclismo), tornando-se um amante do triatlo. E ele não é o único.
“Larguei a corrida porque tudo ficou entediante e eu não sabia onde buscar mais opções dentro da linha de provas da modalidade. Eu já estou há algum tempo, no triatlo, e acho difícil largar agora”, confessou, quando questionado sobre a hipótese de deixar de praticar o esporte.
Por indicação de amigos, Bruno é apadrinhado por nada mais, nada menos, que Leandro Macedo, ex-triatleta aposentado e agora professor. Leandro foi medalha de ouro no Pan-Americano de 2005, na Argentina, melhor atleta sul-americano e o 13º colocado na Olimpíada de Sidney, na Austrália.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
O professor confessa que sofreu um pouco no começo, quando decidiu parar com o esporte e começar a dar aulas. Disse que foi difícil ver os alunos competirem, e aprendeu a apreciar e torcer, agora de fora da competição. “Hoje eu estou curado, mas no começo era difícil ficar só assistindo. Às vezes, vem a vontade de voltar, mas logo passa (risos). Eu parei ainda sendo o melhor brasileiro, porque preferi aposentar quando estava bem, do que esperar a carreira declinar”, contou.
Apesar de ter conhecido Bruno por indicação, os dois já são amigos e até brincam na hora dos treinos. “Aqui, a gente diz que quanto maior a poupança do atleta, maior é a preguiça que ele possui. E Bruno tem uma que é impossível não observar”, brincou o professor.
Bruno diz que sempre nutriu o desejo de participar de Olimpíadas, mas não conseguiria competir. “Queria muito poder participar, mas a minha configuração física, para o triatlo, é um pouco injusta onde os caras menores são mais favorecidos. Ao mesmo tempo em que eu tenho forças para pedalar, sou penalizado na corrida”, disse.