Menu
Mais Esportes

Três atletas da mesma equipe cruzam a faixa final juntos na Meia Maratona das Pontes

Arquivo Geral

25/02/2013 10h45

Marcus Eduardo Pereira

marcus.eduardo@jornaldebrasilia.com.br

 

Na entrada do Pontão do Lago Sul, uma pequenina senhora, de roupas de corredor, incentivava e gritava o nome da maioria dos atletas que davam seus últimos esforços para cruzar a linha de chegada da Corrida das Pontes, na manhã de ontem – o primeiro a receber os cumprimentos foi Domingos Nonato, o vencedor da prova. 

 

“Muito bem! Parabéns, você conseguiu! Falta pouco, vai lá”, animava Vânia Maria Soeiro, em meio as palmas que puxava da plateia. “Eu já participei de 12 maratonas na minha vida. Para mim, correr é vigor, sociabilidade. Como não posso mais, fico aqui incentivando. Enquanto eles correm, eu vou junto”, brincou a irreverente senhora.

 

Depois de passar por alguns problemas de saúde e não poder mais correr, Vânia não desistiu de uma de suas maiores paixões e procurou ajuda para poder fazer aquilo que gosta. “Hoje (ontem), eu corri quatro quilômetros. É o que eu posso. Tive um problema, fiz todo processo de recuperação”, afirmou.

 

Ao todo, a competição contou com 1.500 competidores e o percurso era o grande chamativo da prova. “Ano passado, fizemos uma pesquisa na qual os corredores de rua apontaram este o mais bonito percurso das corridas de Brasília. Isso pelo fato de passar pelas duas belas pontes e pelo Lago Sul, um bairro que respira corrida de rua”, enfatizou Sérgio.

 

Filme repetido

Parece que virou moda. Depois dos irmãos do atletismo Paulo Roberto e Luís Fernando de Almeida Paula, que chegaram de mãos dadas na Corrida de Reis deste ano, os três primeiros colocados também  chegaram juntos. Domingos Nonato, Jormen Freire e Jamilson Azevedo, atletas da mesma equipe, cruzaram a linha de chegada lado a lado.

 

“Na minha opinião, a prova foi muito boa. A organização é exclente, o percurso é bom e muito bonito. Porém, falta uma valorização (financeira) dos atletas de elite, nós vivemos disso então, nada mais justo”, afirmou o vencedor.

 

Pedido por valorização

A chegada conjunta dos três atletas da mesma equipe foi uma forma que eles encontraram de mostrar união pelo esporte. “Essa foi nossa maneira de mostrar para o público que o esporte é interação. Gostei de competir e da organização, mas infelizmente ficou faltando essa premiação, que seria muito importante para nós, e para a prova, que chamaria mais nomes importantes do atletismo”, ressaltou Jormem Freire.

 

Compartilhando da opinião do profissional, Dona Vânia também acredita que a premiação em dinheiro é algo muito importante para atletas de elite. “Eu acho que esses atletas chamados de elite precisam, sim, de um apoio. Correr é a profissão de muitos deles. A competição foi ótima, mas nesse aspecto falhou, principalmente porque uma inscrição custava 90 reais”, recordou.

 

A resposta

Procurado pela reportagem, o coordenador da prova, Sérgio Tostes, afirmou que a premiação em dinheiro será uma das prioridades na próxima edição. “Essa é a quarta vez que fazemos a Corrida das Pontes e nossa intenção é que na próxima possamos premiar”, projetou Sérgio. “O nosso desejo é transformar a Corrida das Pontes a maior meia maratona de Brasília. Mas para isso, precisamos dar um passo de cada vez, e do tamanho que podemos alcançar. Não adianta dar o passo maior que a perna.”

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado