O mineiro Bruno Soares se tornou nos últimos meses um dos tenistas mais vitoriosos do circuito profissional, com cinco títulos conquistados em 2012 e dois já em 2013. Prestes a completar 31 anos de idade, ele agora se vê mais maduro mentalmente e pronto para buscar sua primeira conquista na chave masculina de um Grand Slam ou em um Masters 1000.
Em torneios ATP 250 ou 500, o tenista brasileiro é praticamente soberano. Sua última derrota em competições deste nível foi em agosto, no ATP 250 de Winston-Salem. Neste domingo, ele confirmou sua boa fase e conquistou o Aberto do Brasil em parceria com o austríaco Alexander Peya.
“Nesse nível, eu e o Alex estamos, não diria superiores, mas pulamos uma escala e estamos chegando no próximo passo, que é ser tão forte nos Grand Slams e Masters 1000 como somos nos 500 e 250. A gente ganhou em vários momentos das melhores duplas do mundo e são elas que ganham esses torneios. Acho que agora a gente está preparado para beliscar um grandão”, avaliou o tenista de Belo Horizonte.
A confiança do jogador brasileiro vem em parte do sucesso de sua parceria com Peya, mas principalmente de sua própria evolução em quadra. Segundo o jogador, desde a conquista da chave de duplas mistas do Aberto dos Estados Unidos, em setembro, ele se tornou mais forte mentalmente e preparado para suportar momentos de pressão.
Um exemplo foi visto na final do Aberto do Brasil, neste domingo. Mesmo jogando bem, Soares e Peya perderam o primeiro set de partida para Michal Mertinak e Frantisek Cermak, mas passaram a atuar ainda melhor a partir da segunda parcial e conquistaram o título com uma vitória de virada.
“Depois que a ficha do US Open caiu, minha atitude e minha serenidade dentro de quadra mudaram para um nível muito alto. Em alguns momentos, o tênis já não vale muito, o mental é que é a diferença no jogo duro, principalmente nas duplas em que você está sempre ali martelado, jogando sob pressão”, afirmou o mineiro.
A melhor campanha do tenista nacional em uma chave masculina de Grand Slam ocorreu em 2008, quando disputou Roland Garros em parceria com o sérvio Dusan Vemic. Eles atingiram a semifinal do torneio francês, mas foram derrotados pelo uruguaio Pablo Cuevas e o peruano Luis Horna no tie-break do terceiro set.