Com o início da Superliga marcado para o dia 27, a corrida contra o tempo do Brasília/Vôlei antes voltada para formar a equipe e adquirir patrocinadores, hoje, tem outro objetivo: encontrar o piso ideal para que os treinos saiam da quadra de areia e se iniciem no ginásio.
Para o treinador Sérgio Negrão, o piso disponível na quadra do Sesi de Taguatinga é bom, mas não o suficiente para todos os fundamentos serem trabalhados. “Ele é ideal para treinos de esportes que não sejam profissionais, pois possui sete milímetros de amortecimento, número inferior ao que precisamos”, explica o técnico Negrão.
A intenção é que a partir da semana que vem o local seja utilizado ao menos para treinar movimentos no solo. “Se trabalharmos os saltos neste piso, é provável que as atletas tenham um desgaste maior nos joelhos e tornozelos. Isso é algo que queremos evitar”, prevê.
Sem muita opção, Negrão confirma que a quadra será utilizada, mesmo que não seja a ideal. “Continuaremos na areia no período da tarde. Mas, pela manhã, faremos trabalhos leves em quadra, com muito cuidado.”
PROVIDÊNCIAS
Na edição de ontem, o Jornal de Brasília publicou que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e a Federação de Vôlei de Brasília cederam ao time candango um piso próprio para a prática da modalidade – o Taraflex, cujo custo gira em torno de R$ 40 mil. O Brasília/Vôlei, porém, terá o privilégio de contar com o material de graça.
Procurado pela reportagem, o presidente da federação, Sérgio Faria, confirmou a disponibilização do material, mas que este só chegará à capital no fim da próxima semana. “Ele está em Maceió e foi usado no campeonato brasileiro de seleções. O piso será liberado em breve”, conta. Sérgio ainda confirma que o Brasília/Vôlei possui prioridade na aquisição do Taraflex. “Existem mais além deste no Brasil e outras equipes demonstraram o interesse. Como formamos a equipe antes delas, temos certa prioridade na CBV”, garante. “Não tivemos nenhuma regalia”, garante o técnico Sérgio Negrão.
O JBr procurou à CBV para confirmar os detalhes da negociação sobre o piso, mas ontem a entidade não tinha ninguém para responder sobre o assunto.
EXTREMO
Idealizadora do Brasília/Vôlei ao lado de Leila e ex-atleta, Ricarda Lima minimizou os problemas iniciais do time. “Já treinei até em estacionamento de aeroporto (risos). Mas é óbvio que isso não vai acontecer com o nosso time”, brinca. “O Sérgio é muito cuidadoso com o físico de todas e, com certeza, tomará as devidas providências”, prevê Ricarda.