Mesmo com o fim do Campeonato Mundial de Atletismo, as polêmicas em relação à lei antigay russa continuam. Depois das unhas pintadas na cor do arco-íris de uma atleta sueca e as declarações de Yelena Isinbayeva, quem chamou a atenção foram as russas Kseniya Ryzhova e Yulia Gushchina, que comemoram o ouro no revezamento 4x400m com um beijo no pódio. Interpretado por muitas pessoas como um protesto contra a lei do país, o gesto não teve essa finalidade e foi explicado pelas atletas nesta terça-feira.
Após a repercussão da comemoração, as velocistas se mostraram surpresas e afirmaram que foram mal interpretadas, já que não tinham nenhuma intenção com o gesto.
“Ontem recebi 20 ligações de diferentes órgãos de imprensa que, em vez de me parabenizarem, resolveram me humilhar com essas perguntas. Eu sou casada, Yulia é casada, e não temos relações com nenhuma mulher. Treinamos juntas por anos e somos muito amigas”, afirmou Ryzhova .
A própria federação de atletismo da Rússia se manifestou sobre o acontecimento e fez questão de esclarecer o mal entendido.
“Todas estas histórias foram aumentadas pela imprensa ocidental, e não correspondem à verdade. O beijo foi apenas uma expressão de felicidade pela vitória e nada mais, não existia nenhuma intenção”, disse Alla Glushenko, porta-voz da Federação Russa de Atletismo.