Há 30 dias, Brasília acompanhou o caso de Vanessa Dayane da Silva Soares, piloto brasiliense que se acidentou na 3ª etapa do Campeonato Capital de Motovelocidade, no autódromo Nelson Piquet, em 14 de julho, e faleceu no Hospital de Base três dias depois, com um grave traumatismo craniano. Em detrimento do acidente, a Federação de Motociclismo do DF convocou uma comissão para avaliar as possíveis causas da morte da atleta. O relatório foi apresentado à imprensa na manhã de ontem e nenhum culpado foi apontado.
“Tanto o autódromo como a moto e os equipamentos de segurança de Vanessa estavam em perfeito estado de uso. Este tipo de acidente é comum de acontecer, mas, infelizmente, ela não teve sorte, principalmente porque a moto caiu em sua cabeça”, garante o presidente da federação e porta-voz da Comissão Técnico Esportiva, Carlos Senise.
Desde o acidente, o local foi interditado e todas as competições motociclísticas foram suspensas até que o caso fosse esclarecido Após a apresentação do relatório, Senise disse que tudo volta ao normal. “O acidente foi um contratempo, ninguém foi culpado”.
Às 13h do próximo domingo, o autódromo receberá a 4ª etapa do Capital de Motovelocidade.
Conclusões da Comissão
Item A (condições da pista): De acordo com tudo que foi analisado, podemos concluir que a pista no local do acidente não contribuiu para o fato e nem para a gravidade dos ferimentos.
Item B (Equipamentos): A comissão avaliou os equipamentos utilizados pela piloto Vanessa Daya e confirmou que eram de boa qualidade e em bom estado. Verificou-se, também, que o macacão estava ralado apenas na parte traseira e tinha vestígios de sangue no ombro. O capacete será analisado pelo fabricante para o aprimoramento e melhorias do produto.
Item C (Motocicleta): A motocicleta não apresenta problemas visíveis e está danificada devido ao acidente. Os pneus estão em boas condições e o escapamento está empenado, fato que comprova a capotagem. Não conseguiu-se diagnosticar, porém, as peças que a atingiram no momento do acidente.
Item D (Condições da piloto): A piloto estava em boas condições de saúde, treinava regularmente e em plenas condições para prática do esporte. Participou de duas baterias no mesmo dia com 22 minutos de intervalo entra elas. Houve uma piora significativa nos tempo da volta na segunda bateria, e vários membros da equipe narraram o nervosismo e descontentamento dela com o resultado da bateria anterior.
Item E (Procedimentos de atendimento a piloto): A equipe de resgate era composta por um médico especializado em acidentes politraumáticos, uma equipe da Stock Car e da Moto 1000 GP, um técnico de enfermagem e quatro socorristas/brigadistas, todos certificados para atendimentos de emergência.
Memória
Vanessa Daya
A piloto de 31 anos sofreu o acidente na 7ª volta da 3ª etapa do Campeonato Brasiliense. Ao perder o controle na “curva da piscina”, foi lançada para a frente da moto. De acordo com testemunhas, o veículo de duras rodas capotou várias vezes, caiu em cima de Vanessa e quebrou o seu capacete, provocoando um grave trauma encefálico. Daya foi atendida no local e transferida para o Hospital de Base.