Rafael Moura
rafael.moura@jornaldebrasilia.com.br
No principal evento de MMA do mundo, o UFC, ao lutador não basta vencer para seguir carreira. Além de agradar o público, também é preciso deixar o chefão Dana White entusiasmado. E foi exatamente o que o brasiliense Yuri Villefort fez contra o norte-americano Nah-Shon Burrell na abertura da edição 157, no último domingo, em Anaheim, nos Estados Unidos.
Em entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília, Yuri Villefort revelou a conversa que teve com o mandatário do UFC momentos depois do combate. “Fui pedir desculpas ao Dana White pela derrota e ele falou que é mais importante o público ficar de pé aplaudindo do que uma simples vitória dentro do UFC”, ressaltou o lutador brasileiro.
Satisfeito
Embora tenha assinado o contrato para luta apenas dez dias antes do combate, o meio-médio brasileiro mostrou muita raça dentro do octógono, mas não conseguiu encaixar o seu jogo de chão, e foi inferior na trocação, sofrendo a derrota por decisão unânime dos jurados. “Eu sabia que ia ser difícil, mas eu aceitei o convite porque sempre foi um sonho meu lutar no UFC, e não poderia deixar escapar essa chance”, ressaltou Yuri. “Lutei com um cara duro, o mérito da vitória foi todo dele. O americano se defendeu muito bem e saiu dos golpes na hora certa, mas eu consegui mostrar o mais importante dentro do UFC, que eu tenho coração”, completou o brasiliense, admirado pelo o que conseguiu fazer nos Estados Unidos.
Próximos passos
Vindo do Strikeforce, evento de MMA adquirido recentemente pelo próprio UFC, o brasiliense só tinha uma luta em seu cartel contra Quinn Mulhern, onde acabou saindo derrotado por decisão dividida. Treinando na equipe Blackzilians ao lado de nomes importantes como Vitor Belfort, Alistair Overeem e Rashad Evans, ele está confiante no seu futuro dentro do UFC.
“Não quero pensar na próxima luta agora. Vou para Brasília descansar e depois vou ver isso. Eu tive um crescimento muito bom, tenho que ver onde eu errei e melhorar o meu boxe”, apontou o candango.