Marcus Eduardo Pereira
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Com ampla superioridade nos segundo e quarto períodos, o UniCeub/BRB dominou o Flamengo em grande parte do confronto, disputado ontem no Ginásio Nilson Nelson. No fim da partida, Giovannoni e Nezinho comandaram a bela vitória num palco lotado, por 82 x 70. A festa das estrelas do time do DF foi tão grande quanto a das arquibancadas.
Torcer é o ato de desejar que algo aconteça. No mundo esportivo significa cantar, gritar e vibrar com o intuito de ajudar os esportistas a conquistarem o almejado. Na partida de ontem, torcedores das duas equipes deram um verdadeiro show dentro do Ginásio. Pelo lado da trupe candanga, a maioria tentava empurrar a todo custo o UniCeub/BRB, que no início parecia nervoso em quadra.
Talvez tenha sido pelo barulho que a torcida do Flamengo, maior em quantidade em todo o DF, e que mesmo em menor quantidade, fazia muito mais barulho.
Porém, como só a torcida não ganha jogo, ambas as equipes precisaram de muita paciência e concentração para melhorar o desempenho dentro de quadra, que estava muito abaixo do nível de UniCeub/BRB e Flamengo.
Tensão
O combustível veio no segundo quarto, quando após uma marcação contra o Flamengo, Nezinho e o treinador do rubro-negro carioca, José Neto, começaram a discutir. Em quadra, Nezinho respondia com cestas e assistências que fizeram o time de Brasília ir para o intervalo com a vantagem.
A inspiração rubro-negra não se equivaleu à força e ao basquete de Alex, o melhor defensor da noite. Encarregado de anular o cestinha do Novo Basquete Brasil (NBB), Marquinhos, Alex não deixou o camisa 11 raciocinar em quadra.
No último quarto, Alex provou porque era o nome do jogo. Com constantes roubadas de bola, o camisa dez simplesmente destacou-se em quadra, para delírio da torcida candanga. Nervosismo e desestabilidade emocional pesaram contra o Fla na reta final.